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“Algés é uma casa onde os sorrisos, os abraços e as pessoas se tratam por tu” 

Catarina Valadas vive em Algés desde sempre. Na crónica escrita para a NiO destaca os sítios e sabores que fazem parte da sua história.

Algés é meu lar desde que nasci. Há 37 anos que é a minha casa. Cresci a percorrer a praça de Algés pela mão da minha avó Adelaide, onde os óculos de sol e as queijadas eram um direito que me assistia. Que saudades da praça, carregada de gentes a apregoar o que lhes ia na alma. Hoje ainda lá está mas mais pequena e com mais silêncio.

Os anos foram passando e os meus lugares favoritos foram-se tornando uma segunda casa, onde os sorrisos, os abraços e as pessoas se tratam por tu. O melhor peixe assado é no restaurante Gato Preto (em Algés de Cima, na Estrada das Romeiras) onde, pelas mãos da minha amiga Alice, se comem as melhores douradas, sardinhas e etc.

Os gelados — ai, os melhores gelados! — são na Windusurf (na Avenida dos Combatentes, em Algés de baixo) onde o sabor de chocolate e pastilha são os melhores do mundo.

É no jardim de Miraflores que caminho, ali o espaço verde é imenso e há lugar para tudo: correr, deitar na relva a apanhar sol ou beber uma Tango fresquinha no Café Nativo. Provem as cascas de batata com maionese verde, são só maravilhosas.

Para finalizar, falta o Rialsa (em Álges de cima, na Rua José Duro), o café da minha rua, onde o bife com batatas fritas, com um toque especial, e o arroz de pato são um convite a comer mais. Estes são os meus lugares, venham conhecê-los e sejam lá felizes, como eu também sou. Algés é coração.

Catarina Valadas tem 37 anos.

Catarina Valadas é apaixonada por escrita desde sempre. “Acredito que a escrita tem a capacidade de conectar e ligar as pessoas, deixando que a lembrança desses momentos seja a mais bonita possível. Permite-me deixar uma marca que não é apagada pelo tempo”, refere. Essa paixão levou-a a criar um blogue chamado “Maçã e canela” que acabou por dar origem a um livro, publicado em 2009. 

Este ano, lançou o projeto “Portfólio de Casamentos“, que entretanto pôs em pausa, para se dedicar profissionalmente à área que tem vindo a trabalhar nos últimos anos, ligada às terapias holísticas. Fez também uma formação de coaching, “sempre com o objetivo de ajudar o outro”, confessa. 

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