O espetáculo tinha acabado de começar, mas Lorde decidiu não guardar trunfos para o fim. Assim que entrou no palco principal do NOS Alive este sábado, 11 de julho, brindou o público com “Royals”, o tema de 2013 que a lançou para o estrelato e que continua a ser um dos maiores hinos da pop da última década. Bastaram os primeiros versos para milhares de pessoas acompanharem a cantora neozelandesa em uníssono.
Sem grandes pausas, seguiu para “What Was That”, uma das canções mais recentes da discografia, que também foi recebida com entusiasmo pelo público, antes de interpretar “Broken Glass” e “Shapeshifter” — também do álbum “Virgin”, editado em 2025.
Ao longo de todo o espetáculo, Lorde mostrou porque continua a ser uma das performers mais carismáticas da pop contemporânea. Movia-se pelo palco como se ninguém estivesse a olhar para ela, com uma confiança e naturalidade que poucos artistas conseguem transmitir perante dezenas de milhares de pessoas.
As palmas sincronizadas do público marcaram “Buzzcut Season”, enquanto “Favourite Daughter” manteve a energia em alta. Mas foi a meio do concerto que o ambiente mudou por completo.
A dança deu lugar à emoção com “Liability”, uma das faixas mais vulneráveis da carreira da cantora. E antes de interpretar “The Louvre”, já numa plataforma elevada, confessou que Portugal era um dos seus sítios favoritos para atuar.
Durante “Liability”, os ecrãs mostravam imagens da adolescência da artista estampadas na T-shirt que usava, reforçando o caráter intimista da canção. A ligação com Lisboa voltou a surgir pouco depois. “Obrigada”, disse em bom português, antes de brincar com as temperaturas. “Lisboa, está calor”, comentou enquanto molhava o rosto num bebedouro colocado em palco. Recordou ainda que visitou a cidade pela primeira vez aos 17 anos e que, desde então, a considera “a melhor cidade de sempre”.
A catarse emocional rapidamente deu lugar à euforia. “Hammer”, com uma sonoridade mais eletrónica e próxima do techno, transformou o recinto numa autêntica rave. Depois da terapia de choro proporcionada por “Liability”, ninguém parecia conseguir manter os pés no chão. A transição para “Supercut” foi feita de forma praticamente impercetível, como num DJ set, acompanhada por jatos de fogo que aqueceram uma noite fria no Passeio Marítimo de Algés.
O concerto seguiu com “Team”, “Man of the Year” e “Girl, So Confusing”, mantendo o ritmo elevado até à reta final. O encerramento ficou reservado para dois dos momentos mais esperados da noite.
Primeiro, “Green Light”, que voltou a pôr todo o recinto a saltar. Depois, “Ribs”, considerada por muitos fãs a melhor canção da discografia de Lorde. Para a interpretar, a cantora dirigiu-se a um palco instalado no meio do público, terminando o espetáculo rodeada pelos fãs e reforçando a proximidade que marcou toda a atuação.
Conheça o alinhamento completo do concerto:
— “Royals”
— “What Was That”
— “Broken Glass”
— “Shapeshifter”
— “Buzzcut Season”
— “Favorite Daughter”
— “The Louvre”
— “Liability”
— “Current Affairs”
— “Liability”
— “Hammer”
— “Supercut”
— “Team”
— “Man Of The Year”
— “Girl So Confusing”
— “Green Light”
— “Ribs”
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