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Vera Fernandes: “Estou completamente viciada no ‘The Crown’”

A locutora da Rádio Comercial vive em Oeiras e aceitou o desafio da NiO para responder ao nosso questionário do confinamento.
Vera Fernandes continua a trabalhar fora de casa.

Vera Fernandes é a voz feminina das “Manhãs da Comercial” desde agosto de 2017. Além da rádio, é apresentadora do programa “Hoje é Domingo”, da RTP. O que talvez não saiba é que a locutora da Rádio Comercial mora no concelho de Oeiras. A NiO desafiou-a para responder às nossas perguntas do questionário para o confinamento.

Vera diz que está viciada na série “The Crown”, que conta a história da família real britânica na Netflix. Neste momento, está na terceira temporada. Aproveitou também para rever o filme “A Música no Coração”, apesar de ter menos tempo e de nunca ter trabalhado tanto na vida, como acontece por estes dias.

Com quem é que está a passar o confinamento?
Lá em casa somos quatro. Está a ser uma verdadeira loucura: a Francisca (quatro anos) tem aulas por Zoom, o pai trabalha a partir de casa e o Henrique (um ano) vai aproveitando para destruir tudo o que pode quando apanha alguém distraído. Eu vou tentando equilibrar a vida pessoal e profissional da melhor maneira, continuo com a rádio todos os dias e com as gravações do “Hoje é Domingo”. Os pequeninos, como estão mais tempo em casa, também sentem mais a minha ausência. Sou a única a sair para trabalhar fora de casa e, quando chego, eles não me largam. A casa está a acusar algum desgaste e aos fins de semana tentamos mandar vir comida para descansar e para, de certa forma, compensar os jantares fora que tanto apreciamos.

Qual é a série de televisão que está a ver neste momento?
Estou completamente viciada no “The Crown”. Ainda vou na terceira temporada, mas é curioso ver como foi o percurso da Rainha Isabel e a forma como as pessoas foram vendo a monarquia ao longo das décadas. Ainda não apareceu a Princesa Diana, estou ansiosa por essa parte.

Recomende-nos um livro que nunca devemos ler durante a pandemia.
Todos os que nos provoquem angústia. Não precisamos de mais peso, a pandemia já está a fazer muito bem esta parte. Acho que esta fase pode também ser ótima para recuperar hábitos de leitura. Começar devagarinho, dez páginas por dias e depois ir aumentando.

Aproveitou este período para ver algum filme clássico?
No outro dia dei por mim a ver “A Música no Coração”. Adoro. Leva-me até à infância, altura em que andava na patinagem artística e que fazíamos um esquema muito especial ao som das músicas do filme.

Qual é a peça de roupa que mais repetiu durante este dias?
Como saio todos os dias de casa, continuo a cuidar de mim todos os dias. Ao fim de semana, se não estiver a trabalhar, relaxo completamente. Já dei por mim a passar o dia de pijama e só me aperceber disso ao final do dia. Tenho uns macacões muito confortáveis e são ótimos para estar em casa e fora de casa. Largos, confortáveis e com muito estilo.

Conte-nos o motivo da sua maior discussão familiar nesta fase?
Ainda no outro dia falávamos das discussões na rádio. Eu não sou muito de rebentar, deixo a coisa acalmar e depois então tento resolver as coisas. Agora, o desafio tem sido mais com a Francisca, negociar a toda a hora, porque eu quero que ela faça uma coisa e ela não quer. Os miúdos estão saturados de estar em casa e ao final do dia acusam a saturação.

Depois deste confinamento, qual é a comida que nunca mais vai querer ver à frente?
A minha alimentação não mudou muito, talvez tenha carregado mais nos chocolates, mas também já estou a tentar corrigir essa parte.

Tem feito algum tipo de exercício físico?
Tenho PT (online) duas vezes por semana.

Qual é o local da cidade de que tem mais saudades?
Tenho saudades de passear em Belém e de tomar um copo no Clube Naval.

Conte-nos aquele momento em que o tédio a levou a fazer o impensável.
Tenho andado um bocado ao contrário, acho que nunca trabalhei tanto na minha vida. Os dias têm sido desafiantes agora que tenho de conciliar rádio, televisão e vida pessoal. Tédio não existe, o desafio é tentar dormir um número de horas suficiente.

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