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Vem aí a Capital do Natal: Oeiras vai ter um espaço de sonho com neve verdadeira

Não é apenas um parque temático, é uma história e uma experiência. Este ano, a magia da Lapónia vai ao Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras.
A ideia é trazer Rovaniemi. terra do Pai Natal, para Oeiras.

Faltam exatamente três meses para o Natal. Em breve, as lojas começam a encher-se de decorações, os miúdos começam a fazer listas de presentes e os adultos a tentar explicar-lhes, novamente, que a época extravasa a muitos níveis a noite de 24, o dia de 25 e os embrulhos que então lhes chegam.

Há toda uma magia e uma mística que, para uns é indiferente e para outros torna aquelas semanas nas melhores do ano. Em Oeiras, várias entidades e três empreendedores apaixonados pelo Natal juntaram-se para que 2019 vivesse o seu ano mais especial de sempre. E para que este concelho da Grande Lisboa fosse este ano a Capital do Natal.

A Capital do Natal é o nome de um parque temático que não o é: ou que o é, na sua base, mas pretende ser muito mais do que isso. Ivan Dias, um dos fundadores do projeto, tinha o sonho de criar, para o Natal, um espaço que fosse imersivo, que contasse uma história e que, no limite, fosse algo “como o País nunca viu”.

Quando procurava inspiração para criar este evento, sentiu que ela estava “mesmo debaixo dos olhos”: numa música de Natal, feita em Portugal e com uma marca deixada em várias gerações, que o Coro de Santo Amaro de Oeiras imortalizou há mais de 40 anos.

“Isto começou com um desafio de percebermos o que era marcante no espaço do concelho, e foi quando vimos que estava mesmo ali: ao lembrar que houve um hino de natal, o “A Todos um Bom Natal”, pelo mestre César Batalha e letra da sua mulher, cantado pelas crianças do Coro de Santo Amaro, que é um símbolo da magia desta época”, conta este responsável à NiT.

Estava feita a união: “Percebemos que Oeiras tem uma ligação umbilical ao Natal e acabou por ser essa a génese desta ideia. E a partir dai crescemos para o conceito de fazer, não apenas mais um parque, mas uma experiência imersiva, única e completamente diferente da que tem sido oferecida nos outros eventos em Portugal”, adiantou.

Para o conseguir, lvan, Rui Madureira e João Godinho, todos da área da gestão e marketing, criaram a Christmas Fun Park Lda. E lembraram-se de juntar o nosso Natal à história original, nascida na Finlândia. “Mas percebemos que não poderíamos contar uma historia verdadeira, por mais tecnologia que tivéssemos, se não houvesse algo real para a contar; e isso vem através de produtores da Finlândia, que vão trazer neve e gelo verdadeiros para a Capital do Natal”.

Uma tenda gigante onde vai mesmo nevar é o ponto fulcral do evento que chega de 29 de novembro a 12 de janeiro, ao Passeio Marítimo de Algés. Ter acesso a esta neve e gelo verdadeiros, “a esta verdade” frisa Ivan Dias, é uma das coisas que vai diferenciar o evento. Os três empreendedores foram mesmo a Rovaniemi, terra do Pai Natal e reuniram com os especialistas que vão tratar de fazer a magia acontecer.

Entretanto, criou-se uma equipa multidisciplinar “que já abraçou a filosofia e anda em modo Elfos para que possa tudo acontecer” — incluindo a Câmara de Oeiras, ao arranjar o espaço.

Em termos práticos, esta Capital do Natal vai ter tudo o que se espera de um parque temático, mais a tal tenda coberta gigantesca onde neva a sério e muito mais. Tudo pretende ser um entrar numa história e viver uma experiência, onde a mística e os valores de Natal são o centro.

Com alguma ajuda: “parte da tecnologia finlandesa que vamos usar é absolutamente nova, vamos estrear, porque obviamente lá não precisam de ajuda para recriar o Natal. E o resultado é um espaço único, onde as pessoas vão entrar no fundo num sonho, o de uma criança de Oeiras que quis trazer o Natal da Lapónia para a sua terra”, diz o homem por detrás do projeto.

Um primeiro mapa do espaço, onde se pode perceber a dimensão.

Circulando pela gigante área, vai encontrar cada canto como parte da tal história: vai ter uma grande árvore de Natal, com 40 metros de altura, iluminação própria e adaptável à sincronização com outros elementos decorativos. Dentro do parque vai ser possível realizar várias atividades para os mais novos e encontra Roda Gigante, tendas, a Vila dos Elfos, um espaço cénico e expositivo que conta a história desta tribo que ajuda o Pai Natal e protege a natureza. 

Encontrará também um Lago Gelado, Aldeia do Pai Natal, animação e duendes por todo o lado, como se fosse uma peça de teatro, “quase como um Cirque du Soleil constante”. 

Haverá ainda comida, bebida, espaços de compras, animação cultural e musical, espectáculos de rua, concertos, todo um programa, podendo facilmente lá passar um dia inteiro. Os criadores garantem que está tudo nesta Capital, mas esperam sobretudo ter um grande impacto nas famílias. “Queremos ver adultos a atirar bolas de neve e a brincar como os miúdos”, frisam.

A Capital do Natal vai funcionar de 29 de novembro a 12 de janeiro, todos os dias da semana, do meio dia às 23 horas, de segunda a quinta-feira; e aos fins de semana, das 10 horas da manhã às 23 horas.

Os bilhetes podem ser comprados antecipadamente, a partir desta terça-feira, dia 24 de setembro e custam 30€ por adulto e 25€ por cada criança. Há também pacotes para famílias: dois adultos e duas crianças, por 88€.

Quem compra o bilhete vai ter um passaporte especial, que fará parte de todo este conceito imersivo e de entrar na Lapónia, já que terá carimbos e recordações. Quando a NiT perguntou ao empresário se será possível adquirir uma espécie de um passe ou de um bilhete para entrar vários dias, este explica que “pode vir a ser pensado; pode ser que no passaporte e no visto haja surpresas de Natal”.

Dentro do recinto, haverá uma tecnologia cashless, que permite andar pelo parque sem dinheiro, garantindo segurança adicional às crianças. A forma como chega à Capital do Natal também vai ser diferente, pois o parque terá um sistema integrado de transportes sustentável, bem como várias parcerias com algumas empresas de transportes.

No futuro, a ideia pretende crescer “no tempo e no espaço”, chegando a outros locais mas mantendo sempre a ligação a Oeiras. Finalmente, à pergunta de se o Coro Santo Amaro de Oeiras estará no local a cantar o seu hino, a resposta foi óbvia: um natalício sim.

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