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Se vir um cão de laço amarelo em Oeiras, não se aproxime: “Ele precisa de espaço”

O Código Amarelo não serve para identificar cães perigosos, mas sim os pouco sociáveis. Pode ser pedido nas juntas de freguesia.
A iniciativa arranca dia 5 de outubro.

Não vão necessariamente mordê-lo caso se aproxime, mas é melhor manter a distância. Por si e por eles. A Câmara Municipal de Oeiras criou uma iniciativa que obriga a que os cães que necessitem de espaço usem um laço amarelo na sua trela. Não só para lhes dar estilo, mas sobretudo para avisar os outros que este cão não é recetivo a festas.

No feriado de 5 de outubro, quarta-feira, dia em que se assinala a Implantação da República, será também marcado pelo último evento da Festa Animal em 2022, que irá decorrer no Jardim Municipal de Oeiras. Será precisamente neste local, junto ao Centro de Apoio Animal, às 11h30, que será apresentado o projeto Código Amarelo de Oeiras (CAO), sob o mote “Oeiras pelos Animais”.

Esta metodologia foi adotada, desde 2013, em países como a Austrália, a Noruega, o Brasil, a Alemanha, a Croácia, a Itália, ou o Reino Unido, tendo vindo a ser aplicada em diferentes contextos, para sensibilizar para a necessidade de toda a comunidade compreender a mensagem por detrás do Código Amarelo: o animal precisa de espaço.

A ideia de passar a mensagem através do laço foi criada com o propósito de ser uma “ferramenta utilizada pelos tutores para transmitir a mensagem de que o cão necessita de espaço”: “Não serve para identificar cães perigosos ou potencialmente perigosos, nem tão pouco para “marcar” cães agressivos”, esclarece o município de Oeiras, em comunicado.

Desta forma, há diversos motivos para o seu cão usar o laço amarelo, segundo o CAO. Seja “por estar em treino” ou “por ter sido resgatado há pouco tempo e ainda ser reativo”. O seu cão pode ser “pouco sociável com outros animais”, estar doente ou ser idoso, não podendo “ser provocado por outros animais”. E as razões não acabam, podendo ainda significar que a sua cadela está com o cio ou está em algum tipo de tratamento.

O laço amarelo pode ser pedido em qualquer uma das juntas de freguesia do concelho de Oeiras, em outros espaços municipais e no Centro de Recolha Oficial de Animais do Município de Oeiras (CROAMO).

O amarelo pinta finalmente os parques portugueses

A iniciativa, pioneira na Austrália, foi trazida para a Europa por Eva Oliversson, uma treinadora de cães sueca. Quando ouviu falar do projeto criado por alguns grupos caninos na cidade de Tamworth, reuniu algumas bandanas amarelas e decidiu expandi-lo pelo seu país.

Não foi preciso muito tempo até o projeto atingir grandes proporções. Com a ajuda da partilha dos fundadores australianos e da expansão que teve na Internet, chegou a diversos países do mundo e já são centenas os cães a usar o laço amarelo. Aliás, o código original até ajuda a especificar a mensagem que o tutor quer transmitir, tendo em conta a posição em que o laço se encontra na trela.

 

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