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SATU poderá ser reativado, garante a Câmara de Oeiras. O plano é aumentar a linha até 2029

O objetivo é ligar a estação de Paço de Arcos a três parques empresariais do concelho e chegar até ao Cacém.
Esta imagem vai voltar a ser real.

É um tema polémico entre os oeirenses. Uns consideraram-no inovador, futurista e prático. Para outros, foi um investimento arriscado que não conquistou a comunidade local. Há ainda um terceiro grupo, que rejeitou totalmente a novidade, contestando o seu funcionamento e reprovando as obras feitas para criar a linha deste metro de superfície, totalmente automatizado (funcionava sem condutor).

O SATU (Sistema Automático de Transporte Urbano) começou a funcionar em 2004, ligando a estação de Paço de Arcos e o Oeiras Parque, com o objetivo de chegar ao parque empresarial Taguspark. No entanto, a fraca adesão (com uma média diária de 550 passageiros nos vários anos de funcionamento) levou a que 11 anos depois fosse cessado o seu funcionamento, devido a problemas financeiros.

Desde 2015 que muito se especula sobre o seu regresso. E parece que, agora, essa é uma realidade possível. A Câmara Municipal de Oeiras quer reativar o SATU e pô-lo a funcionar em pleno até 2029. O projeto insere-se no plano de mobilidade urbana sustentável e de acessibilidade do concelho. 

A vereadora Joana Baptista, responsável pelo pelouro de mobilidade e transportes, garante que este objetivo “sempre esteve no horizonte do executivo municipal”, em declarações à Lusa, aqui citada pelo Público. E acrescenta: “Nunca perdemos esse foco. Na realidade, é um transporte que há 20 anos era inovador e que este executivo municipal pretende que assim se mantenha”.

A autarca revelou que está já a ser desenvolvido, através da Parques Tejo (empresa municipal de estacionamento e mobilidade), um plano de traçado, que deverá estar concluído durante este ano. Os objetivos são agora mais ambiciosos. A ideia é ligar o município de Oeiras aos vizinhos Sintra e Cascais, passando pelos vários parques empresariais do concelho, não só Taguspark, como também Quinta da Fonte e Lagoas Park. 

“Vai ligar duas linhas ferroviárias: a de Cascais, através da estação de Paço de Arcos, passando por três parques empresariais e, depois, chegando à linha de Sintra (Cacém)”, adiantou Joana Baptista, garantindo que os estudos estão praticamente concluídos e acreditando que esta meta estratégica poderá ver a luz ao fundo do túnel no próximo mandato (2025-2029). 

Sobre o sistema que será utilizado, Joana Batista revela que está ainda em avaliação, mas que deverá “funcionar num corredor dedicado e assente em veículos bidirecionais“, sublinha. “Para que haja um corredor dedicado é fundamental haver um redesenho da lógica urbana. Portanto, são fundamentais estudos, projetos e, depois, uma obra. Por isso, é que este mandato é vocacionado para a conclusão de todos os estudos e projetos e o mandato seguinte para a afirmação operacional do SATU”, conclui. 

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