na cidade

Sabia que a praia de Algés era uma das mais concorridas pelos lisboetas até 1960?

Os vários transportes públicos que a ligavam à capital faziam com que se enchesse de milhares de banhistas todos os verões.
Na década de 1950.

Sabia que o costume de “ir a banhos” surgiu em meados do século XIX? Foi nessa época que as famílias burguesas começaram a construir palacetes e casas de veraneio junto às praias para se poderem refrescar no mar, passando esta a ser uma atividade lúdica e não exclusivamente terapêutica como era até essa altura.

Foi também nesta época que surgiu o conceito de turismo de verão, com várias das localidades à beira-mar a surgirem em postais ilustrados. Da burguesia, a moda passou para as classes mais humildes. No fundo, era uma forma de diversão sem custos.

O que talvez não saiba é que até meados dos anos 1960, a praia de Algés era uma das mais populares entre os lisboetas, mesmo antes da construção da ponte sobre o Tejo.

A sua proximidade à capital e os bons acessos via transportes públicos, como o comboio e o elétrico, fizeram de Algés o destino principal do turismo de verão, atraindo milhares de banhistas todos os anos. As bancas com artigos de praias, que atualmente encontramos em qualquer praia da Europa — com bóias, óculos de sol, protetores solares e toalhas —, já existiam na época.

A praia de Algés tinha um grande areal que se prolongava até à Cruz Quebrada e era atravessada pela ribeira de Algés. Com a construção da Ponte 25 de Abril, ou Ponte Salazar como se chamava na inauguração em 1966, os lisboetas começaram lentamente a deslocar-se para as praias mais distantes, caso da Costa da Caparica.

De seguida, carregue na galeria para conhecer melhor a praia de Algés nos finais do século XIX e ver algumas imagens dessa época.

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