na cidade

Preço dos imóveis pode baixar nos próximos meses

O fim das moratórias será o responsável pela descida dos valores, sendo que esta será mais acentuada nos apartamentos.
Tudo por causa da pandemia.

Quem está a pensar em mudar de casa — ou comprar a sua primeira casa — sabe que os preços não estão muito amigos da carteira, em especial nas grandes cidades. Apesar disso, há boas notícias para quem se encontra nesta situação.

De acordo com a consultora Imovendo, os preços das casas deverão sofrer alguns cortes nos próximos seis a nove meses. Tudo por culpa do fim das moratórias.

Embora o setor esteja ainda a aguentar-se, mesmo num momento de pandemia, essa estabilidade não deverá durar muito mais. As reduções nos preços serão mais notadas nos apartamentos, uma vez que a consultora defende que “em janeiro último, 64 por cento dos municípios portugueses já evidenciavam uma estagnação ou mesmo arrefecimento no preço dos apartamentos, contra apenas 42 por cento no segmento das moradias”.

Isto será ainda mais notório com a oferta de imóveis a superar a procura. De acordo com os dados apresentados, há cerca de três meses 58 por cento dos municípios já davam sinais de desaceleração dos preços praticados nos apartamentos.

“O que se assiste é um crescente impacto do aumento do desemprego, do aumento da incerteza sobre o desempenho económico nacional nos próximos seis meses e, sobretudo, o antecipar do fim das moratórias que, caso não ocorra de forma gradual e controlada, poderá colocar uma pressão adicional do lado da procura para que os preços sejam fortemente ajustados em baixa.”

Esta será, por isso, uma boa altura para investir no imobiliário a preços mais baixos. Até porque, como explica em comunicado a Imovendo, “quanto mais cedo as moratórias começarem a ser negociadas com as famílias, quanto mais gradual for este processo, e quanto mais cedo o turismo der sinais de recuperação, menor será a propensão de parte do inventário existente ser colocado no mercado a preços mais baixos por uma questão de salvaguarda da liquidez dos investidores, pelo que menos abruptos serão os ajustamentos que serão efetuados”.

MAIS HISTÓRIAS DE OEIRAS

AGENDA