na cidade

Nova zona ribeirinha vai custar 300 milhões — e estará pronta em 2030

O projeto entre Lisboa e Oeiras vai abranger um espaço de 64 hectares, com hotel, restaurantes e centros de investigação.
A "Ciclovia do Mar" liga o Parque das Nações a Oeiras.

A ministra do Mar Ana Paula Vitorino apresentou o projeto esta segunda-feira, 22 de julho. Até 2030, Lisboa vai ter uma nova zona ribeirinha que vai desde Pedrouços, em Lisboa, até à Cruz Quebrada, em Oeiras, com um investimento total que ronda os 300 milhões de euros.

O “Ocean Campus Portugal” pretende requalificar a zona ribeirinha e urbana de uma área que ocupa 64 hectares, transformando-a num embrião de startups e num campus de investigação, desenvolvimento e inovação de atividades ligadas ao mar, segundo avança a revista “Agricultura e Mar Actual”. A Doca de Pedrouços e os armazéns da Docapesca são dois dos espaços que vão ser reabilitados no âmbito da iniciativa.

O investimento total de 300 milhões de euros divide-se em três fases. Até 2022, está previsto que 118 milhões de euros sejam direcionados para a instalação de empresas, espaços de restauração, residências temporárias de investigadores, a criação do Ocean Lab e a recuperação da Marina de Pedrouços — cujo orçamento é de 31 milhões de euros.

Entre 2022 e 2026 entra a segunda fase, na qual vão ser investidos 152 milhões de euros para criar empresas e centros de investigação, a Blue Business School, a Marina do Jamor e ainda um hotel (que vai contar com 38,4 milhões).

A terceira e última parcela, de 30 milhões de euros, vai ser direcionada para a recuperação de acessos e arranjos exteriores. A conclusão do “Ocean Campus Portugal” está marcada para dezembro de 2030.

O anúncio foi feito segunda-feira, 22 de julho.

 

O espaço terá pólos universitários, serviços, laboratórios de investigação, unidades âncora e instituições públicas ligadas ao mar. Os laboratórios do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) também se vão instalar na nova zona ribeirinha. 

Do investimento total, 73 por cento vai ser avançado por investidores privados, 25 por cento por entidades públicas e privadas e dois por cento estão a cargo de organismos públicos. As receitas anuais do “Ocean Campus” previstas pelo Ministério do Mar são de 6,8 milhões de euros.

Ainda no âmbito do novo projeto, a Câmara Municipal de Lisboa anunciou na página oficial de Facebook a “ciclovia do Mar”, um espaço destinado à circulação de bicicletas que faz a ligação entre o Parque das Nações e Oeiras e que já se encontra em funcionamento. 

tags: ciclovia, Cruz Quebrada, investimento, lisboa, oeiras, projeto, zona ribeirinha