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Malta vai pagar até 200€ a cada turista que visite a ilha durante o verão

O valor oferecido é consoante a estadia marcada: quanto mais alta a classe do hotel, mais pode ganhar.
É só marcar.

A pandemia continua sem fim ou solução à vista, mas são vários os destinos que, dependendo fortemente do turismo, simplesmente não podem resistir a outro verão sem movimento. E por isso, desdobram-se as iniciativas, por vezes originais, para tentar resolver ou remediar a situação.

Malta, um dos destinos favoritos dos portugueses sobretudo nos últimos anos, vai oferecer até 200€ a cada turista, neste verão, para incentivar os visitantes a voltarem. Segundo a “Reuters“, o arquipélago, que teve mais de 2,7 milhões de visitantes em 2019, viu o número de entradas cair 80 por cento em 2020 mas espera que o novo esquema possa encorajar até 35.000 turistas a voltar.

O sistema é simples: o governo dá até 100€ de oferta a todos os turistas que reservarem pelo menos três noites num hotel local. O hotel dobra a oferta com o seu contributo e assim se chega aos 200€.

De acordo com um comunicado oficial do governo de Malta citado pela “Travel+Leisure“, tudo começa a partir de junho: a Autoridade de Turismo local pagará esta ajuda, de até 100€, em jeito de brinde a cada visitante que reservar uma estadia de três noites diretamente em hotéis selecionados, sempre de três a cinco estrelas.

Aqueles que se hospedarem numa propriedade cinco estrelas receberão 100€ por pessoa, em cada reserva; os hóspedes em hotéis quatro estrelas conseguem 75€ por pessoa; e os em hotéis três estrelas 50€.

Segundo o ministro do Turismo, Clayton Bartolo, estes valores serão igualados pelos hotéis, dobrando-os em todos os níveis, para que os visitantes possam ganhar até 200€.

Como se isto não bastasse, a oferta aumenta em 10 por cento quando as reservas são feitas em hotéis na pequena ilha maltesa de Gozo, a três quilómetros.

“O objetivo do esquema é colocar os hotéis de Malta numa posição muito competitiva, enquanto o turismo internacional é reiniciado”, explicou Bartolo, citado pela Reuters. Recorde-se que Malta tem, adicionalmente, a maior taxa de vacinação contra o coronavírus da União Europeia, tendo dado pelo menos uma dose a 42 por cento dos adultos. 

Os casos de Covid-10 têm vindo a cair e o governo maltês tem sido dos mais proativos a querer a introdução de passaportes de vacinas para facilitar as viagens e a retoma do turismo, tão importante para a retoma da economia. Com tudo isto, a maioria das restrições da Covid-19 no país está prevista para serem levantada até 1 de junho.

Nos últimos anos, Malta tem sido um dos países mais procurados por portugueses para férias e os motivos são muitos: alem da oferta e clima ameno, até os preços, que eram um pouco acima da média, têm vindo a baixar com a abertura de novas rotas diretas de aviação.

Desde sítios arqueológicos a linhas costeiras incríveis, Malta e os seus recantos têm também sido escolhidos sucessivamente como cenários de filmes, sendo por isso um chamariz para os cinéfilos: sobretudo para os fãs de produções como “Tróia“, “Gladiador“, “Munique“, “O Conde de Monte Cristo” e “Ágora“, de Alejandro Amenábar.

Mas há muito mais para ver e fazer: como conhecer a ilha de Gozo, com as suas igrejas barrocas, casas rurais, fortalezas, áreas de pesca e salinas. Aqui também pode encontrar o templo pré-histórico bem preservado do arquipélago, Ggantija, e ainda tem uma vida cultural e noturna com uma ótima reputação.

Também pode aproveitar para experimentar mergulho, já que Malta ocupa o segundo lugar no ranking mundial e o primeiro no europeu quando se trata de mergulho. Tem uma oferta enorme de centros especializados e experiências subaquáticas e mais de 100 locais para praticar. Além disso, as Ilhas Maltesas (Malta, Gozo e Comino) são um paraíso criado pelos naufrágios, com barcos rodeados por biodiversidade, bem como inúmeras falésias, grutas, cavernas, túneis e canyons.

A gastronomia é outro fator, uma espécie de fusão entre a cozinha mediterrânica e a cozinha do mundo. Pastizzi (um tipo de croissants), biz-zejt ftira (parecidos a bruschettas com queijo), bigilla (pasta de feijão) ou lampuki (um peixe local) são iguarias que só ali encontra.

A Popeye Village é um outro motivo ou dica incrível, para quem tem miúdos ou simplesmente se mantém ligado ao lado infantil. É, literalmente, um canto de sonho onde pode viver as aventuras deste famoso marinheiro e onde foi filmado o filme protagonizado por Robin Williams em 1980. Há ainda um gigante Playmobil FunPark.

Outra razão para visitar Malta, para muitos a primeira, é a sua riqueza histórica, com mais de sete mil anos, e patrimonial. Em Valletta, é obrigatória uma ida ao Palácio do Grão-Mestre, uma obra-prima do século XVI, onde poderá encontrar a fascinante Malta dos Cavaleiro, mas também a Catedral de San Juan, que é uma joia da cultura e religião da ilha. Mdina, a primeira capital de Malta, é agora uma cidade cheia de vida e há ainda As Três Cidades (Vittoriosa, Senglea e Cospicua), que permitem descobrir o lado marítimo do país.

Se quiser ir a Malta em junho, assumindo que será possível, encontra voos diretos de ida e volta, a partir de Lisboa, desde 127€. Para aderir ao programa, deve consultar o Turismo de Malta. Aqui, já estão disponíveis, online, os formulários para pedir a oferta. E o melhor é que o custo de vida ainda fica muito em conta, mesmo para quem vem de Portugal, com as refeições a custarem em média 13€.

Se preferir, a NiTtravel, a nova plataforma de reservas de viagens da NiT, tem um pacote de férias para Malta em julho, Lisboa-Malta por apenas 410€, com estadia na incrível baía de São Paulo.

Por fim, o melhor: as praias. São incríveis, variadas e com história. Carregue na galeria para conhecê-las.

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