na cidade

Já foram feitas as primeiras obras para manter a Casa da Pesca

As remodelações garantem que o património não fique ainda mais degradado.
Agora a Casa da Pesca está assim.

Agora que a gestão do complexo da ex-Estação Agronómica Nacional passou a ser feita pela Câmara Municipal de Oeiras, o município já avançou com os trabalhos de salvaguarda da Casa de Pesca, localizada na Quinta de Recreio do Marquês de Pombal. Estas obras vão assegurar que o património não se degrade ainda mais, até começarem as remodelações mais estruturais.

A intervenção era mesmo urgente, uma vez que já estava registado o avançado estado de degradação do edifício, que nas últimas décadas foi alvo de pilhagens e de vandalismo. 

Foi colocada uma cobertura provisória no edifício da Casa da Pesca, encerraram-se os vãos do Pavilhão e de outras edificações (Casa dos Bichos da Seda e colocação de portas no Pombal, na Mina da Fonte do Ouro). Isto para prevenir maiores danos provocados pelo tempo. Esta intervenção pretende ainda conter os roubos de azulejos e a destruição de outras artes aplicadas, como os estuques.

As obras, que custaram 72.449,59€, consiste no primeiro investimento que a Câmara Municipal de Oeiras está a fazer na recuperação da antiga Estação Agronómica Nacional. O total de investimento será de oito milhões para recuperar o conjunto monumental que integra a quinta de recreio do Marquês de Pombal.

Esta quinta está classificada com o estatuto de Monumento Nacional e inclui um conjunto monumental icónico composto pelo Complexo da Casa de Pesca (Pavilhão, Cascata do Taveira o tanque, um lago e jardins adjacentes), a Cascata e Mina da Fonte do Ouro, o Pombal, o sistema hidráulico (aquedutos e mães de água) e a Casa dos Bichos de Seda, entre outros.

O processo de transferência para a autarquia deste património arrastava-se há anos na Direção-Geral do Tesouro, devido à burocracia. Mas no passado dia 4 de outubro o acordo de cedência de utilização foi finalmente assinado, passando a gestão a ser da responsabilidade do Município.  

A Câmara considera que a recuperação deste património contribui para os valores de memória, antiguidade, autenticidade, originalidade, raridade, singularidade ou exemplaridade do Concelho de Oeiras.

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