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Fomos conhecer o Pai Natal do Oeiras Parque. Chama-se Carlos e tem barba verdadeira

A New in Oeiras falou com o homem por detrás do fato. Carlos Vidigal revelou quais os pedidos mais frequentes dos miúdos.
Os miúdos adoram-no.

O Pai Natal é uma das figuras mais emblemáticas desta época. É ele o responsável por grande parte da magia do Natal para os miúdos, com a cumplicidade dos adultos que reforçam a fantasia criada por esta personagem —  e vivem a quadra como se ele realmente existisse. Pedem aos filhos que lhe escrevam cartas com os seus desejos, contam histórias sobre ele e há até quem deixe leite e bolachas perto da chaminé, na noite da Consoada, para que o velhote possa alimentar-se depois da longa viagem para deixar os presentes nos sapatinhos das famílias.

No início de dezembro, o Pai Natal chegou ao centro comercial Oeiras Parque. Não veio de trenó, não se chama Nicolau, nem vive no Pólo Norte. Na verdade, o seu nome é Carlos Vidigal, tem 67 anos, e chega de Almada. Confessa que não há renas que o salvem do trânsito na ponte 25 de Abril, para todos os dias levar o Natal até ao Shopping da Linha, mas garante que vale a pena pelo prazer de ver a felicidade dos miúdos. “É uma experiência muito diferente e gratificante, receber as crianças todas contentes é uma sensação muito boa”, garante.

À New in Oeiras, Carlos revela que nunca lhe passou pela cabeça vir um dia a ser Pai Natal. Trabalhou 43 anos numa loja de motas, em Lisboa, e agora já reformado ganhou uma nova vida. Tudo começou o ano passado, quando a sua mulher, numa ida ao Almada Fórum, viu que lá havia um Pai Natal muito alto, magro, com uma barba falsa e que se recusava a usar a barriga postiça. Decidiu mostrar uma fotografia do marido, com uma longa barba grisalha verdadeira, e perguntar se não precisavam de outro Pai Natal. 

A resposta foi afirmativa e não tardou a chegar o convite. “Ligaram-me a perguntar se queria ir fazer de Pai Natal. Estava em casa sem fazer nada, achei que era uma boa oportunidade e decidi aceitar. Quando lá cheguei nenhum fato me cabia, estavam todos apertados. Tiveram que mandar vir um fato só para mim”, conta. Gostou tanto da experiência que, este ano, volta a vestir a pele da icónica figura natalícia. “Este ano convidaram-me para vir para o Oeiras Parque e aceitei logo, claro”, afirma. 

Carlos já fazia de Pai Natal nas festas de família, apesar de não conseguir enganar os netos que descobriam logo a sua identidade. Mas a barba e barriga verdadeiras, por outro lado, convencem os miúdos no shopping, que não têm dúvidas de que este é mesmo o Pai Natal real. Nestes dois anos, foram muitas as vezes que lhe perguntaram se é o verdadeiro. Carlos pede-lhes para lhe puxarem a barba e assim se dissipam as dúvidas.

Muitos ficam hipnotizados quando o vêm, sem conseguir ter uma reação, outros saltam-lhe logo para o colo, para fazer os pedidos do que querem receber no sapatinho. “Já escrevi a carta, mas ainda não enviei”, diz um pequenino. Carlos conta que alguns pais lhe confessam que, em outros locais, os miúdos tinham vergonha de ir ter com o Pai Natal, mas consigo acabam por se sentir à vontade e isso deve-se também à alegria com que o próprio assume este papel. “Adoro crianças e estou entretido. O que posso querer mais? Adoro ver a alegria delas, sorriem e dão-me abraços”, sublinha. 

Com a sua fiel ajudante.

Dentro dos pedidos que já lhe fizeram ao longo das últimas semanas, alguns são recorrentes. “As meninas querem bonecas, a casa das bonecas, outras mais crescidas já querem tablets, computadores. Os miúdos é mais as pistas de carros, as oficinas, as consolas, as Nintendos e PlayStation. Mas também há adultos a fazer pedidos. Dizem-me: ‘Pai Natal, portei-me bem este ano, quero um presente’. Os adultos pedem carros e casas. Eu digo que vou pensar nisso, mas que dificilmente vão caber na chaminé”. 

Já ouviu também outro tipo de pedidos, que o emocionaram. “Algumas crianças comovem-me. Pergunto-lhes se já fizeram as cartinhas para o Pai Natal e dizem-me que não, porque não querem brinquedos, mas sim amor, paz e que não houvesse guerras. São miúdos com sete ou oito anos que fazem pedidos muito bonitos. Digo-lhes que é a melhor prenda que podem pedir para o mundo inteiro”. 

Há famílias e pessoas de todas as idades a querer tirar fotografias com o Pai Natal. Desde bebés pequenos, que as mães põem no colo de Carlos, até adolescentes e pessoas mais velhas. Ninguém fica indiferente à figura simpática, sentada no trono vermelho a acenar, com uma caixa de correio ao lado onde os miúdos podem deixar as suas cartas. 

Este domingo, 18 de dezembro, houve também a Hora do Conto, com a contadora de histórias Inês Blanc. “Andei pelo shopping com um sino para chamar as crianças para ouvir a história. E a verdade é que vieram muitas. Quando a contadora dizia que o Pai Natal estava a dormir, eu fingia mesmo que dormia, ia acompanhando a história”, conta Carlos à NiO. 

A aventura como Pai Natal tem sido tão boa e divertida, que Carlos quer continuar a vestir este papel nos próximos anos. “É uma experiência diferente de tudo o que imaginava. Às vezes estou à paisana, vestido com roupa normal e as pessoas comentam ‘lá vai o Pai Natal’, e eu digo ‘sou mesmo’. Tento estar sempre a sorrir e tratar bem toda a gente. Acho que tenho um ar bonacheirão e as pessoas simpatizam comigo”. 

O Pai Natal chegou ao Oeiras Parque no dia 1 de dezembro e tem estado presente todos os fins de semana e feriados. Esta semana, a presença será diária, até sábado, dia 24 de dezembro. Pode encontrá-lo no trono do Pai Natal no piso 1, entre as 11 horas e as 13h30, e das 15 às 20 horas. Na véspera de Natal, estará das 11 às 15 horas. 

Todo o centro comercial se vestiu a rigor para celebrar a época natalícia. A decoração de Natal, este ano, utiliza cores que remetem para a natureza. “Os tons verde, creme e dourado trazem o conforto e a magia da época, mas também a preocupação do shopping com o ambiente. Um dos exemplos práticos é a poupança energética, utilizando iluminação de baixo consumo (LED) e apenas acendendo as luzes de Natal entre as 17 e as 23 horas”, garantem os responsáveis do Oeiras Parque, gerido pela Mundicenter, que pretende, assim, promover um Natal mais sustentável. 

No piso 2 vai encontrar um presépio realista, obra da autoria da artista plástica Cláudia Perdigão, com uma aldeia iluminada com casinhas, um lago, árvores e bonecos com movimento. Ao lado está também situada a Aldeia do Natal, com casinhas construídas com cartão, onde os miúdos se podem divertir. 

Carregue na galeria para conhecer algumas decorações e cantinhos natalícios do Oeiras Parque. 

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