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Desconfinamento vai mesmo avançar — saiba tudo o que vai poder fazer a partir da próxima semana

Governo reuniu esta quinta-feira, 15 de abril, em Conselho de Ministros para decidir a nova etapa de reabertura do País.
País confinou a 15 de janeiro.

O governo já anunciou como vai decorrer a terceira fase de desconfinamento, anunciada para 19 de abril. A decisão foi anunciada pelo próprio António Costa à saída do Conselho de Ministros que se prolongou durante esta quinta-feira, 15 de abril.

Na prática, o Paíos vai poder avançar para a próxima fase de desconfinamento. A excepção são 11 concelhos. Sete deles vão ficar na atual fase de reabertura; outros quatro vão mesmo recuar e ver fechar espaços que já tinham reaberto.

Recorde-se que estava previsto na próxima segunda-feira, dia 19 de abril, o regresso do ensino presencial às escolas secundárias e ensino superior. Nesta mesma data regressam também lojas do cidadão, cinemas, teatros, auditórios e salas de espetáculos. Os restaurantes, cafés e pastelarias voltarão a poder ter serviço de mesa no interior limitados a quatro pessoas e a seis nas esplanadas, até às 22h ou 13h ao fim de semana e feriados. Regressam ainda casamentos e batizados, com um limite de 25 por cento da lotação dos espaços. Abrem ainda todas as lojas e centros comerciais. Isto será assim na maioria do País.

As excepções são as seguintes: Alandroal, Albufeira, Beja, Carregal do Sal, Figueira da Foz e Penela, Marinha Grande são os sete concelhos que vão ficar na atual fase de reabertura, o que quer dizer que o que tem vigorado nas últimas semanas se vai manter. Estes sete concelhos já há 15 dias estavam com mais de 120 casos por cem mil habitantes e a situação mantém-se. É importante salientar que a nível de escolas a situação não se aplica. A medida é nacional. O ensino secundário e superior irá mesmo reabrir em todo o continente.

São quatro os concelhos que estavam há 15 dias com mais de 240 casos por cem mil habitantes. E são estes que vão ser obrigados a recuar no desconfinamento: Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior. “Nestes casos não basta não passar para a fase seguinte. É necessário que recuemos para o conjunto de regras que vigoravam antes da última fase de desconfinamento”, explicou António Costa. Nestes quatro concelhos, as esplanadas voltam a fechar, assim como museus e ginásios. As lojas que já podiam estar abertas regressam à fase do postigo.

Na declaração ao País, António Costa começou por relembrar os critérios: a taxa de incidência no conjunto do território continental, “e a evolução que tivemos de 9 de março até 14 de abril é claramente positiva”. Atualmente a taxa é de 69 casos por cem mil habitantes a 14 dias, lembrou. “A outra variável é a do ritmo de transmissão, e essa infelizmente não tem tido a mesma evolução. E hoje estamos a 1,05 [de Rt] e portanto a dirigir-nos para o lado perigoso da matriz”.

Esta combinação de dois elementos, no entanto, permite ainda margem para avançar com a próxima fase de reabertura. “Estamos em condições de dar o próximo passo e na generalidade do País podemos entrar na próxima fase de desconfinamento”.

António Costa destacou ainda que há 13 concelhos que, estando pela primeira vez com uma taxa de incidência superior a 120 casos por cem mil habitantes, têm de ter particular atenção sobre a forma com o controlam a pandemia. Na sua declaração, deixou ainda uma palavra para autarcas e populações que vão ter de recuar no desconfinamento. “Isto é mesmo uma luta que temos de fazer todos em conjunto”, disse ainda.

Recorde-se que, na sexta-feira, 16 de abril, já estará em vigor o Estado de Emergência, que vai vigorar até 30 de abril. Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a aprovação salientando o desejo de que este se “encaminha para o fim” e fazendo ainda um apelo: “quero sobretudo pedir-vos ainda mais um esforço para tornar impossível o termos de voltar atrás”, admitindo a hipótese de o desconfinamento “possa prosseguir sempre com a segurança de que o calendário das restrições e os confinamentos locais”.

Foi a 15 de janeiro que o País entrou no segundo confinamento, num mês marcado por recordes diários de infeções e óbitos associados à Covid-19. A 15 de março, o País começou a reabrir, com destaque para creches, jardins de infância e escolas de primeiro ciclo. Regressaram também nesta altura atividades como cabeleireiros e cafés ao postigo.

A 5 de abril foi a vez de reabrirem as escolas do segundo e terceiro ciclo; as lojas até 200 metros quadrados com porta para a rua; as esplanadas. com limitações até quatro pessoas; museus e galerias de arte e ginásios sem aulas de grupo.

O mais recente boletim da Direção-Geral da Saúde, divulgado esta quinta-feira, revelou que o número total de casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia em Portugal é de 829.358. Ao todo, registaram-se 16.933 vítimas mortais por complicações causadas pela doença.

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