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Desconfinamento: saiba todas as datas de abertura dos espaços

O teletrabalho é para continuar, mas haverá a abertura de algum comércio e já vai poder fazer desporto ao ar livre.
Restaurantes podem abrir a partir da segunda quinzena de maio.

Esta quinta-feira, 30 de abril, depois da reunião do Conselho de Ministros foram divulgadas as novas medidas que entrarão em vigor com o levantamento do estado de emergência no País. O desconfinamento será gradual e os restaurantes, teatros, museus e lojas não vão abrir ao mesmo tempo.

Os restaurantes vão poder voltar a abrir na segunda quinzena de maio, a partir de dia 18 de maio. A informação foi confirmada pelo ministro da Economia, Siza Vieira. Desde o início do estado de emergência, e sucessivas renovações, estes espaços apenas poderiam funcionar com take-away e delivery, sem receber pessoas no interior.

Os restaurantes podem abrir, mas apenas com metade da capacidade, um aumento do que tinha sido decretado antes ainda do estado de emergência, onde podiam ter a salas apenas a um terço da lotação. O mesmo se aplica a cafés, casas de chá e pastelarias, como anunciou o primeiro ministro António Costa. As esplanadas também podem voltar a receber clientes.

Está ainda a ser criado um documento com medidas adicionais que os espaços terão de seguir para conseguirem abrir. “Tem de ser assegurada a higiene, a saúde e a segurança de todos os que os frequentam”, disse o ministro Siza Vieira.

Os cinemas, teatros e salas de espetáculos podem reabrir a 1 de junho, segundo anunciou o ministro da Economia, na Assembleia da República.

Além disso, o ministro anunciou que os museus, galerias de arte e monumentos públicos vão poder abrir já a 18 de maio. Os espaços terão lotações máximas ajustadas tendo em conta a situação de pandemia. Vai haver lugares marcados e um distanciamento físico obrigatório. Já as livrarias abrem a 4 de maio.

O que já se especulava veio a confirmar-se: os centros comerciais só vão abrir numa terceira fase, a 1 de junho. 

A 4 de maio começam por reabrir os cabeleireiros, barbeiros, restantes salões de beleza e lojas até 200 metros quadrados. Numa segunda fase, a 18 de maio, podem abrir os espaços físicos com área até 400 metros quadrados.

Em relação ao desporto, é também a partir de segunda-feira, 4 de maio que vai ser possível a prática de desportos individuais ao ar livre. “E no final do mês poder-se-á retomar a competição profissional da primeira liga de futebol”, avançou Pedro Siza Vieira. 

Os desportos individuais são permitidos, mas sem recurso à utilização de balneários ou piscinas. Já os desportos em recintos fechados, coletivos ou de combate continuam a não ser permitidos. 

A única exceção é a partir do fim de semana de 30 e 31 de maio, em que se irá “iniciar a conclusão das provas oficiais da 1.ª Liga de Futebol e da Taça de Portugal”, revelou António Costa, acrescentando que qualquer uma das competições acontecerá à porta fechada.

As creches vão reabrir a 18 de maio, no mesmo dia em que começam as aulas presenciais no 11.º e 12.º anos. Quanto ao pré-escolar, deverá recomeçar a 1 de junho, tal como as atividades de tempos livres. 

Quanto às máscaras, as escolas também estão na lista de locais onde serão obrigatórias. As máscaras vão ser disponibilizadas pelos estabelecimentos de ensino, que também terão de ter dispensadores de gel e reforçar medidas de higiene.

O teletrabalho vai continuar a ser obrigatório durante o mês de maio para todos os casos em que tal seja possível.

Em conferência de imprensa desta quinta-feira, 30 de abril, o Primeiro Ministro, António Costa, explicou que o “Sr. Presidente da República entendeu, e o governo apoiou, que não se justificava renovar o estado de emergência”. Mas isto não significa “que a pandemia esteja ultrapassada, o risco vencido, e que possamos retomar a normalidade da nossa vida antes de 2 de março”.

O estado de emergência vai ser levantado a partir deste sábado, 2 de maio, transitando para o estado de calamidade. No total, o País tem mais de 25 mil casos confirmados e quase mil mortes.

tags: coronavírus, covid-19, desconfinamento, oeiras, Restaurantes, teatros

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