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Das estrelas às chaves. Guia Michelin vai premiar os melhores hotéis do mundo

As novas distinções vão ser atribuídas a um grupo pré-selecionado de mais de cinco mil unidades hoteleiras.

O Guia Michelin, a famosa bíblia gastronómica vermelha que atribui estrelas aos melhores restaurantes, vai começar a avaliar hotéis usando uma chave como o símbolo que se junta à estrela. Os editores do guia revelam que querem criar uma “referência confiável” para ajudar os viajantes a explorar as vastas e variadas ofertas de alojamento, com destaque para os “estabelecimentos que oferecem excecionais experiências hoteleiras e de viagem”.

A distinção começa a ser entregue em 2024, partindo de um grupo composto por mais de 5.300 hotéis (em 120 países) pré-selecionados para concorrerem ao prémio. A lista baseia-se em cinco critérios, incluindo se o estabelecimento proporciona aos visitantes uma “experiência local”, bem como o seu design e arquitetura.

Os hotéis foram avaliados por inspetores Michelin independentes e misteriosos, todos ex-profissionais de viagens de 25 nacionalidades e várias faixas etárias. Além das recomendações dos inspetores, os prémios também terão em conta as avaliações dos clientes.

Ao anunciar os novos prémios na quinta-feira, 5 de outubro, Gwendal Poullennec, responsável pelo guia, disse que as distinções “foram criadas “para dar aos viajantes as chaves da descoberta e ajudá-los a fazer as escolhas certas numa altura em que faltava essa informação”.

“Hoje, por outro lado, os viajantes tem de lidar com uma avalanche de informação. Os nossos utilizadores do [guia] passam em média 10 horas nos ecrãs a preparar uma viagem e consultam mais de 10 plataformas diferentes. É um verdadeiro labirinto”, explicou Poullennec. “Vamos focar-nos no destino, na forma como os hotéis estão enraizados no local onde se encontram, na sua singularidade, na arquitetura, decoração, qualidade da recepção e do serviço”, conclui.

O Guia Michelin original foi lançado em França em 1900 pelos irmãos André e Édouard Michelin — fundadores da empresa de pneus com o mesmo nome — para partilhar conhecimentos locais sobre gastronomia e automobilismo numa altura em que havia menos de 3.000 carros nas estradas francesas. Para ajudar os automobilistas a planear viagens e impulsionar as vendas de carros e pneus, o guia encheu-se de mapas, dicas úteis sobre como trocar pneus, onde comprar combustível e onde fazer uma boa refeição, bem como como encontrar um mecânico em caso de avarias.

As primeiras edições eram, como a capa vermelha indicava, “oferecidas graciosamente aos condutores” de forma gratuita, mas começaram a ser pagas em 1920 , altura em que começaram a ser lançados cobiçados rankings de uma a três estrelas, em 1931. Nos últimos anos, o livro vermelho foi em grande parte substituído por um site que agora tem 47 milhões de visitantes por ano e mais 6 milhões de subscritores nas redes sociais.

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