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As cerejeiras do Japão já estão cobertas de flores — e as fotos são maravilhosas

Não substitui uma viagem mas ajuda a viajar, poder ver as imagens partilhadas deste espetáculo da natureza no seu auge.
Uma de muitas imagens partilhadas nas redes.

Todos os anos, a maravilha se repete: chegados ao meses de março e de abril, as milhares de cerejeiras do Japão enchem-se de flores, dando sinal da vinda da primavera, criando um verdadeiro espetáculo natural que se tornou numa instituição mundial. 

A Sakura, ou a época das cerejeiras em flor, tem locais e anos melhores — tudo depende da natureza, lá está — mas é sempre um verdadeiro evento. Além do fenómeno em si, todos anos (pré-pandemia) multiplicam-se festas, iniciativas e tradições na época da floração (momento em que a flor se desenvolve), normalmente entre março e abril. Os parques e jardins das cidades enchem-se dos “hanami” — nome que se dá aos piqueniques de contemplação desta árvore que é um dos símbolos do Japão.

Normalmente, quando o mundo não estava imerso nesta situação, milhares de turistas vindos de todo o lado deslocavam-se nesta altura em massa, para assistir ao fenómeno natural; e o turismo local preparava-se em pleno para os receber.

Costuma haver roteiros, o marketing de produtos gira todo à volta do mesmo, há maratonas televisivas. Há visitas guiadas onde quer que as flores estejam: e elas estão praticamente em todo o lado, nos parques, templos, palácios, santuários e museus.

Neste rol de tradições históricas e culturais do Japão, há também lendas: diz uma que, quem agarrar uma pétala a cair com a mão esquerda, ou entre dois dedos, terá sorte o ano inteiro. A flor trará boas vibrações nos doze meses seguintes, sorte no amor e proteção no campo financeiro. Algumas pessoas levam a lenda mesmo a sério e engolem a pétala. Outras recomendam guardar na carteira. Há quem prefira manter dentro do omamori, uma espécie de bolsinha para amuletos.

Este ano de pandemia tudo é diferente, mas a Sakura veio com um recorde: como a NiT já noticiou, em 2021 a temporada em Quioto atingiu o pico a 26 de março. Quer isto dizer, olhando para os registos disponíveis de há mais de 1200 anos, que o pico não acontecia tão cedo desde 27 de março de 1409, quase um século antes de Cristóvão Colombo navegar em direção à América.

Os cientistas acreditam que o desabrochar cada vez mais precoce nas últimas décadas está relacionado com as alterações climáticas. Segundo a “BBC”, março deste ano foi excecionalmente quente no Japão, o que reforça a ideia dos investigadores.

Entretanto, as flores vão ficando e num país já semi-desconfinado — Tóquio levantou o estado de emergência no final de março, embora haja já uma nova subida de casos de coronavírus em várias regiões — são muitas as fotos das cerejeiras em flor que chegam às redes sociais e nos ajudam, não só a compreender melhor a magnificência do fenómeno, como também a viajar um pouco, mesmo sem sair de casa.

Carregue na galeria para ver algumas das melhores imagens da Sakura deste ano.

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