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A árvore de Natal mais famosa do mundo já foi inaugurada — as fotos são mágicas

Está instalada no Rockefeller Center, em Nova Iorque. Tem 25 metros e uma estrela Swarovski com mais de três milhões de cristais.
Está mágica.

É, sem dúvida, um dos pinheiros natalícios mais conhecidos do mundo. Mesmo quem nunca o viu “ao vivo e a cores” consegue identificá-lo em fenómenos da cultura pop — afinal, surgiu em êxitos de bilheteira como “Sozinho em Casa”, “Elf”, “When Harry Met Sally”, “Dash & Lily”, e muitos outros. A árvore de Natal do Rockefeller Center, em Nova Iorque, é um verdadeiro ícone desta época e, anualmente, atrai inúmeros visitantes à cidade norte-americana.

O abeto deste ano tem 25 metros de altura e 13 de largura. Veio especialmente de Vestal, a oeste de Binghamton, cidade no condado de Broome — a cerca de 240 quilómetros do estado de Nova Iorque — e estima-se que tenha cerca de 85 anos. A decoração inclui mais de 50 mil LEDs multicoloridos que se estendem ao longo de 8 quilómetros de fio. É verdadeiramente impressionante.

A inauguração contou com atuações de várias personalidades da indústria do entretenimento como Kelly Clarkson, Barry Manilow, Chloe Bailey, Adam Blackstone, Liz Gillies, Darlene Love, The Rockettes e Cher.

Durante a quadra, a iluminação da árvore vai estar ligada entre as 5 da manhã e a meia-noite. Já na véspera do dia de Natal estará acesa entre as 5 e as 21 horas, enquanto no próprio dia 25 de dezembro permanecerá iluminada durante 24 horas. A remoção do elemento natalício do Rockefeller Center está agendada para 13 de janeiro, pelas 10 horas. A madeira do abeto será posteriormente usada na criação de mobiliário (e não só).

Como nasceu a árvore de Natal mais icónica do mundo

Tudo começou em dezembro de 1931, quando os trabalhadores do Rockefeller Center juntaram dinheiro para comprar uma árvore de Natal. Os homens da construção civil, que erguiam o empreendimento, decoraram o abeto de apenas seis metros com grinaldas feitas à mão pelas próprias famílias, para trazerem um pouco de calor e magia ao local. Viviam-se tempos difíceis, em plena Grande Depressão.

A crise económica assolava os Estados Unidos da América, como recorda a “Culture Trip”. O país tentava sobreviver após a queda do mercado acionista em 1929, “quando cada centavo contava”, e grupo de trabalhadores juntou (algum) dinheiro para fazer a compra simbólica.

“Não era comida, roupas, nem combustível. Em vez disso, compraram uma árvore de Natal para ficar no local do Rockefeller Center, que estava a começar a ser construído no centro de Manhattan”, lê-se na publicação. A árvore serviu, nesse ano, como um símbolo de esperança e otimismo para enfrentar aqueles tempos economicamente complicados.

Os homens acabaram por criar uma tradição que se alastrou ao resto do mundo. Apenas dois anos depois, com a situação um pouco melhor, um publicitário do Rockefeller Center iniciou uma cerimónia de iluminação de árvores, que aconteceu na praça entre as ruas 48 e 51 e a Quinta e Sexta Avenidas. O centro decidiu então tornar a árvore de Natal uma tradição anual: apadrinhou e assumiu a primeira cerimónia de iluminação do pinheiro nesse ano.

Em dezembro de 1936, já havia mais novidades e motivos para festejar: nesse ano, não uma, mas duas árvores foram erguidas no local, onde até aconteceu um concurso de patinagem, para assinalar a inauguração do famoso ringue.

Uns anos depois, voltaram tempos difíceis: em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, quando a árvore já era um ícone, a decoração mudou para um tema mais patriótico, com decorações vermelhas, brancas e azuis e estrelas de madeira pintadas à mão. Nesse ano, não se podia usar nenhum material que fizesse falta ao esforço de guerra, pelo que era uma versão minimalista.

Dois anos mais tarde, o mundo continuava em guerra e o abeto foi erguido, mas sem luz, devido ao racionamento do consumo de energia imposto pela situação geopolítica. Algo que voltou a acontecer nos Natais seguintes. Quando o conflito terminou, em 1945, seis projetores de luz ultravioleta foram usados ​​para fazer parecer que os 700 globos fluorescentes da árvore brilhavam, compensando a escuridão dos anos anteriores.

Em 1951, a cadeia de televisão NBC passou a transmitir a cerimónia de iluminação da árvore de Natal do Rockefeller Center, o que ajudou a consolidar a mística associada ao famoso pinheiro. A inauguração realiza-se sempre na semana seguinte ao Dia de Ação de Graças, sendo um evento gratuito e aberto ao público, por ordem de chegada. O local acolhe milhões de visitantes durante a quadra natalícia e o Ano Novo.

A partir dessa altura, tudo se tornou progressivamente mais elaborado e aprimorado. A decoração foi ficando cada vez mais detalhada e luxuosa e chegam a ser necessários 20 trabalhadores em andaimes, durante vários dias, para a decorar totalmente.

Em 1969 chegaram à árvore as também famosas figuras e anjos de arame da escultora Valerie Clarebout. Hoje em dia, com toda a decoração, a árvore — normalmente um abeto norueguês com mais ou menos 50 anos e 18 a 30 metros — chega a ser decorada com oito quilómetros de luzes LED. Como se isto não bastasse, a partir de 2004 passou a ser adornada por uma estrela com milhões de cristais Swarovski, cada vez maior e mais luxuosa. A deste ano tem três milhões e pesa cerca de 408 quilos.

A tarefa de encontrar a árvore certa a cada novo ano também não é fácil e recai sempre sobre o jardineiro-chefe do Rockefeller Center, explica a “Culture Trip”. O responsável percorre os estados circundantes à procura do abeto ideal. E chega mesmo a fazer uma shortlist com meses de antecedência — vigia e trata os candidatos ao longo do ano e depois escolhe o vencedor. O abeto é sempre doado pelo proprietário, de bom grado.

Quando o Natal termina e as luzes se apagam, a árvore gigante já chegou a ser replantada (algo que se relevou infrutífero). Hoje em dia, acaba por ser cortada e a madeira é enviada para construção civil de grupos associados à caridade.

Até agora, o recorde em termos de altura foi registado em 1999, quando a árvore media 30 metros. Após os ataques de 11 de setembro de 2001, foi decorada com o vermelho, branco e azul, como acontecera durante a guerra, num símbolo de homenagem e patriotismo.

Carregue na galeria e veja algumas fotografias da árvore deste ano.

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