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5 coisas para fazer em Oeiras antes de morrer

Luís Filipe Borges mora no concelho há seis anos e dá a conhecer aos leitores da New in Oeiras os seus spots favoritos.

O humorista vive no concelho há seis anos.

Oeiras tem mais de 170 mil habitantes e há um em particular que tem mesmo muito orgulho no concelho que o acolheu há seis anos. Luís Filipe Borges gosta de jantar no Refúgio e de ir até ao Parque dos Poetas para ler um bom thriller.

Estes são os spots favoritos do humorista.

Refúgio

O escriba encontra-se constipado, mentalmente obstruído por uma daquelas febrinhas género precipitação chove-não-molha e dá por si a desabafar com a esposa o incómodo de ainda ter esta empreitada pela frente antes de se entregar aos braços de Morfeu, abrindo assim caminho à única possibilidade de ménage a trois admissível neste matrimónio. Ela replica: Oh, diz apenas que as tuas 5 coisas predilectas em Oeiras… sou eu.

Não sendo possível — nem quero imaginar a galeria fotográfica acompanhante — encontro refúgio no Refúgio, passe a redundância. Um restaurante que vale a pena descobrir, escondidinho na praceta adjacente ao mamarracho mais saliente no skyline do concelho mais rico do País. Sim, leram bem. #IsaltinoRula

É do mesmo dono do muitíssimo recomendável Frade dos Mares, sito na capital (Avenida D. Carlos) e faz jus ao nome. Um porto de abrigo para comensais apreciadores de gastronomia condigna e ambiente sussurrante, tão adequado a conspirações como a first dates de gente com olhos luminosos. Uns e outros serão recebidos com o mesmo calor nos sorrisos da equipa.

Parque dos Poetas

Sim sim, admito o cliché. Mas vivo há 6 anos no concelho e não consigo deixar de voltar a este aprazível recanto, sobretudo quando me esforço para cumprir o sempiterno romance adiado. 3 tentativas, 3 mortes bem looonge da praia. Uma ao 5.º capítulo, outra ao 7.º, outra ao 9.º. O parque, todavia, não tem culpa nenhuma. E merece tardes de domingo, a companhia de thrillers, velhinhos de mãos dadas, pombinhos sem outras ideias, um brainstorm de post-its (se não dá para romances, junta-te a eles).

Calçadão de Oeiras

A Sara adora, huh, como se diz?, ai esta minha cabeça, pá, bolas, deve ser da idade, hãa… bom, eu explico, caraças, é, enfim, aquela actividade que consiste em colocar um pé diante do outro e assim sucessivamente logo gerando uma locomoção… andar. É isso, a Sara adora andar. O marido, err, não. Mas sempre que penso, brevemente, que posso vir a gostar… adivinharam… é no Calçadão.

Palácio dos Aciprestes

Embora pequeno, este concelho é um filão de monumentos e alicerces firmes e rijos da História nacional, facto a que talvez não seja alheio também o pormenor de Oeiras ser – per capita – a região portuguesa com maior percentagem de cidadãos com cursos superiores. #SurpriseSurprise

Portanto, poderíamos estar aqui a elencar palácios, solares, jardins, bibliotecas, igrejas num rol digno de José Hermano Saraiva, mas ficamo-nos por uma escolha decidida segundo o critério do sentimental: o Palácio dos Aciprestes, perto de casa, no qual já tivemos o privilégio de testemunhar eventos enriquecedores de, nomeadamente, por 5 ordens de razões, questões de natureza tal. Penso ter sido claro.

Nirvana Studios

Algures num oásis civilizacional a meio caminho entre a virtude e a estrada militar de Valejas, fica um paraíso de criadores gerido por rockers praticantes do burlesco e artes circenses, almas de frontalidade risonha e vida bem resolvida, mestres daquilo que o Lx Factory sempre sonhou ser e nunca foi — cada vez mais descoberto por jovens empreendedores, músicos em primeiras, segundas ou mesmo terceiras oportunidades, designers, surfistas, fotógrafos, millenials com foco na mudança do mundo e escribas ingénuos em plena negação da crise de meia-idade. Dá pelo nome de Nirvana Studios e gostamos tanto do spot que até casámos no seu Custom Café, um local que só pode ser descrito como o sítio onde as personagens de Mad Max beberiam valentes copázios se a) fossem reais e b) pudessem libertar-se do stress saindo numa sexta à noite.

tags: ar livre, Luís Filipe Borges, oeiras, Restaurantes, tempos livres

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