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Tic Tac Bum: novo grupo de bombos quer levar mais ritmo às famílias de Oeiras

Inspirado nos bombos tradicionais, o projeto faz ensaios semanais abertos a participantes de todas as idades.

Ana Rita Cunha já subiu a palcos por todo o País ao lado de nomes como Blaya, Tony Carreira e Bárbara Bandeira. Agora, quer levar essa energia às manhãs de domingo em Oeiras. A percussionista é fundadora, juntamente com Beatriz Cunha, do Tic Tac Bum, um projeto que junta ritmos tradicionais portugueses, o som dos bombos e a vontade de tornar a música acessível a todas as idades.

O projeto nasceu a 1 de junho de 2025 e, desde então, já passou por festas de aniversário, workshops em escolas e empresas e oficinas semanais de percussão. Aberto a todas as idades e sem exigir experiência musical prévia, o Tic Tac Bum tem como objetivo promover o convívio, o ritmo e a cultura tradicional portuguesa de forma dinâmica e inclusiva.

Em Oeiras, os ensaios realizam-se todos os domingos, em Valejas, entre as nove e as 11 horas. Cada participante paga uma mensalidade de 20€ e as inscrições já estão abertas para o arranque das aulas em setembro. “Surgiu a possibilidade de realizar os ensaios em Valejas e fez todo o sentido, porque acreditamos que a música tradicional deve estar presente nas comunidades”, conta Ana Rita, que descreve Oeiras como um concelho dinâmico, com espaço para um projeto deste tipo.

Ainda numa fase inicial, a resposta tem sido positiva, com famílias e pessoas sem qualquer contacto anterior com os bombos a mostrarem curiosidade pelo projeto. Segundo Ana Rita, o mais gratificante é ouvir quem sempre quis experimentar e finalmente encontrou um espaço onde se sentiu incluído.

Ana Rita Cunha, de 27 anos, é animadora sociocultural e percussionista desde os nove anos. Ao longo de mais de 17 anos, integrou dois grupos de percussão, com atuações em palcos de todo o País e também no estrangeiro, além de festivais e encontros de bombos. Realizou ainda dois estágios intensivos no Art Space Hotel, dedicados à técnica musical e ao trabalho com metrónomo. Ao longo do percurso, atuou ao lado de nomes conhecidos da música portuguesa, entre eles Blaya, Tony Carreira, Karetus, Bárbara Bandeira, Carolina Deslandes, Amor Electro e Virgul.

Tem formação profissional em Animação Sociocultural, área que diz aplicar de forma natural no trabalho educativo que desenvolve através da música. “Procuro ensinar de forma leve, divertida e envolvente, respeitando sempre o ritmo de cada um”, conta Ana Rita, que acredita que a percussão pode ser uma ferramenta para desenvolver a confiança, a expressão individual e o espírito de grupo nas crianças e nos jovens com quem trabalha.

A cofundadora Beatriz Cunha, de 30 anos, natural das Caldas da Rainha, desenvolve o seu percurso na área da percussão há três anos, também ligado ao ensino. Tem experiência de trabalho com crianças e jovens e considera a música “não só uma forma de expressão, mas também um espaço de constante aprendizagem e superação”.

Além dos ensaios em Valejas, o Tic Tac Bum organiza festas de aniversário temáticas, pensadas especialmente para crianças e grupos até 20 participantes. Nestas festas, as crianças são recebidas com uma apresentação dos instrumentos e um enquadramento histórico da percussão, seguindo-se dinâmicas de grupo que trabalham a coordenação e o espírito de equipa. Ao longo da festa, aprendem ritmos tradicionais como a chula, o malhão e o rufo. No final, apresentam o que praticaram a familiares e amigos. Os pacotes incluem ainda opções como tatuagens musicais temporárias, certificados e um momento em que o aniversariante assume o papel de maestro da orquestra.

O projeto tem também uma vertente de workshops, levados a escolas, associações e empresas, dirigidos a participantes entre os 8 e os 88 anos. Nestas sessões, experimentam tocar bombos, aprendem os mesmos ritmos tradicionais e desenvolvem competências musicais de forma prática. Os workshops podem funcionar como complemento às atividades curriculares, como iniciativa de associações culturais ou recreativas ou como atividade de team building em empresas e eventos corporativos.

O projeto, que começou na Reboleira, pretende agora consolidar o grupo de Valejas e criar um verdadeiro espírito de equipa entre os participantes. A ambição passa, mais à frente, por marcar presença em eventos da comunidade local. “Queremos chegar a mais famílias, de todas as idades, que tenham em comum a vontade de fazer algo diferente e, acima de tudo, aprender”, resume Ana Rita.

Carregue na galeria para ver mais fotografias do Tic Tac Bum.

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