Clife Patachao estava a ver stories no Instagram, há cerca de dois anos, quando se deparou com a fotografia de uma nova tatuagem partilhada por Teddy Swims. Na altura, já acompanhava o trabalho do artista norte-americano e, sem esperar resposta, mandou-lhe uma mensagem a convidá-lo para fazer uma tatuagem.
“Ele respondeu-me a dizer que sim mas, na altura, não estava sequer estava na Europa”, começa por contar à NiT Clife, tatuador natural de Oeiras, de 38 anos. “O convite acabou por ficar em águas de bacalhau até este ano, quando vi que ele estaria pela primeira vez em Portugal, ainda por cima na minha terra, em Oeiras”.
Nos últimos meses, Clife voltou a enviar uma mensagem ao cantor e a resposta foi imediata: Teddy subiu ao palco principal do NOS Alive no passado sábado, 11 de julho, e disse ao tatuador que iria ficar em Lisboa até esta terça-feira, dia 14. Por isso, convidou-o a ir até ao hotel onde estava hospedado, em Lisboa.
Esta segunda-feira, dia 13, Clife encontrou-se com Swims para o tão aguardado momento. “Já tinha ouvido rumores de que ele não queria dar entrevistas a ninguém, portanto, estava um bocado ansioso porque não sabia se ele seria tão humilde como é nos vídeos em que aparece nas redes”, confessa. “Mas foi humilde a mil por cento, pelo menos comigo”, conta à NiT.
O cantor, de 33 anos, deu a liberdade a Clife para escolher o desenho da tatuagem. O único pedido era que o português fizesse a sua assinatura ao lado do desenho.
“Em cima da hora, surgiu-me tatuar-lhe um selo daqueles antigos das cartas, com a Ponte 25 de Abril e um elétrico, que é uma coisa muito comum aqui de Lisboa, para marcar a presença dele em Portugal”, partilha.
A tatuagem demorou cerca de 25 minutos a ser feita e acabou por ser um presente para Teddy, dado que Clife optou por não cobrar o artista. Em troca, só pediu um favor: que o norte-americano também lhe fizesse um desenho. “Pedi-lhe para fazer a assinatura dele no meu braço e ele fez, porque já o tinha visto a fazer o mesmo em duas ou três pessoas”, aponta.
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Clife é tatuador profissional há quase 20 anos e o interesse surgiu por acaso. Na adolescência, trabalhava como entregador de pizza, quando decidiu juntar dinheiro para comprar uma máquina de tatuagem.
“Tinha um colega que era aprendiz de tatuador e comecei-lhe a fazer perguntas”, recorda. “Juntei umas gorjetas e comprei uma máquina. Correu bem à primeira, e a partir daí foi sempre a andar”, diz, acrescentando que aprendeu a tatuar a assistir ao programa “Miami Ink”.
O português chegou a trabalhar em diferentes estúdios até abrir a própria loja em Oeiras, há cerca de uma década. Este ano, também foi convidado pelo Rock in Rio Lisboa para fazer tatuagens nos bastidores do festival.
Além de Teddy Swims, Clife já tatuou outras figuras internacionais, como os cantores brasileiros Ana Castela e Gustavo Mioto. O contacto com este último surgiu devido à proximidade do português à família Carreira. “O Gustavo Mioto veio aos estúdios da família Carreira e o contacto surgiu desta forma, porque na altura já tatuava o David [Carreira] e também já tinha tatuado a Sara, quatro dias antes do acidente”, partilha.
Em 2024, chegou também a tatuar o apresentador Hélder Tavares em direto, durante uma emissão da Cidade FM, a antiga rádio onde o radialista trabalhava.
No estúdio privado em Oeiras, o artista só trabalha com marcações e tatuagens com um valor mínimo de 70€. Para reservar um horário, basta enviar uma mensagem no Instagram do projeto ou entrar em contacto através do 914 623 150.
Carregue na galeria para ver algumas tatuagens feitas por Clife, incluindo as de Teddy Swims.







