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Mulher mais velha do mundo revela o segredo para ter chegado aos 117 anos

A britânica Ethel Caterham nasceu antes da tragédia do Titanic e da Primeira Guerra Mundial. O rei Carlos III já a visitou.

“Nunca discutir com ninguém”. Ethel Caterham, a mulher viva mais velha do mundo, celebra 117 anos esta sexta-feira, 21 de agosto, e este foi um dos seus maiores segredos para a longevidade. Outro dos conselhos é só fazer aquilo que gosta que, no caso dela, é ouvir os pássaros no jardim do lar e música clássica.

A britânica nasceu a 21 de agosto de 1909, três anos antes do naufrágio do Titanic e cinco antes da Primeira Guerra Mundial. A celebração do 117.º aniversário decorreu no lar Hallmark Lakeview Care Home, em Lightwater, Surrey, onde a mulher vive. Mais uma vez, a data reuniu familiares, amigos e jornalistas de todo o país.

A festa foi feita com caril de frango, o seu prato favorito, e bolo de limão. No final, o jardim do lar foi batizado de Ethel’s Garden em sua homenagem.

Questionada sobre a longevidade, Ethel limitou-se a dar mais três simples dicas: aceitar novas oportunidades, manter uma atitude positiva e fazer tudo com moderação. 

Ethel assumiu o título de pessoa mais velha do mundo em abril de 2025, depois da morte da freira brasileira Inah Canabarro Lucas, aos 116 anos. A britânica tinha, na altura, 115 anos e 252 dias. A confirmação foi feita pela LongeviQuest, organização dedicada ao estudo e à verificação dos casos de supercentenários.

Este aniversário representa outro recorde. Segundo o Guinness, Ethel é a primeira pessoa britânica a chegar aos 117 anos. É, também, a 13.ª pessoa mais velha de sempre. “A sua longevidade está a tornar-se histórica, sobretudo no Reino Unido”, disse Ben Meyers, diretor-executivo da LongeviQuest, aqui citado pela BBC.

Ethel nasceu em Shipton Bellinger, no condado de Hampshire. Era a segunda mais nova de oito irmãos. A irmã, Gladys, também chegou aos 100 anos, tendo morrido aos 104 anos e 78 dias.

Aos 18 anos, Ethel Caterham decidiu deixar o Reino Unido e viajar para a Índia. Em 1927, embarcou sozinha numa viagem de três semanas e começou a trabalhar como ama de uma família britânica. A experiência levou-a a viver naquele país durante vários anos.

Em 1931, conheceu Norman Caterham numa festa. O militar viria a tornar-se seu marido em 1933, numa cerimónia que decorreu na Catedral de Salisbury. A carreira de Norman obrigou o casal a viver em vários locais ao longo dos anos, como Hong Kong ou Gibraltar.

Durante os anos passados na Ásia, Ethel criou uma creche destinada a miúdos locais e britânicos. Mais tarde, regressaram ao Reino Unido, para se instalarem em Surrey. Foi ali que tiveram duas filhas, Gem e Anne. Norman morreu em 1976, Gem no início de 2000 e Anne em fevereiro de 2020, vítima de cancro. Ethen tem três netas e cinco bisnetos.

Até há uns anos, a britânica manteve alguns hábitos pouco comuns para a sua idade. Herdou do marido um carro Triumph Dolomite e continuou a conduzir até aos 97 anos. Também jogava bridge, um passatempo que, segundo a própria, permitiu-lhe criar amizades fortes e duradouras.

Em 2020, quando tinha 110 anos, Ethel contraiu Covid-19 e recuperou da doença. Este feito valeu-lhe outro título inesperado: é uma das pessoas mais velhas que, segundo os registos, sobreviveram à infeção.

Cinco anos depois, a idosa recebeu a visita do rei Carlos III no lar onde vive. Durante o encontro, Ethel recordou a cerimónia de investidura como Príncipe de Gales, em 1969, quando tinha 21 anos.

“Todas as raparigas estavam apaixonadas por si e queriam casar consigo”.

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