A 18 de maio, segunda-feira, assinala-se o Dia Internacional dos Museus, mas em Oeiras as celebrações começam mais cedo. Durante este fim de semana, a Fábrica da Pólvora transforma-se no centro das comemorações com dois dias dedicados a atividades, oficinas e visitas guiadas, sob o tema “Museus a unir um mundo dividido”.
Os portões abrem às 14 horas de sábado e a programação inclui tertúlias, oficinas de cinema de animação e dança, criação de murais, exposições de armaria e visitas orientadas à Fábrica e ao Museu, algumas delas em formato encenado.
Entre as 16 e as 18 horas, nos dois dias, o Edifício das Galgas, as Centrais Diesel e a Hidroelétrica estarão também abertos ao público. “O objetivo é tornar o espaço num lugar de encontro entre pessoas, linguagens e gerações. Partilhar o património, a arte e a comunidade no mesmo local”, explica a organização.
A Fábrica da Pólvora fica no vale de Barcarena, uma zona marcada pela abundância de água e que, ao longo dos séculos, assumiu um papel importante para a população local e das áreas envolventes. Segundo a Câmara Municipal de Oeiras, as primeiras referências à ocupação deste vale remontam a 1487, quando ali foram instaladas ferrarias destinadas ao fabrico de armas.
Estas estruturas acabariam por encerrar no final do século XVII, depois de o local ter recebido a primeira oficina dedicada ao fabrico de pólvora negra, a partir de 1618 e 1619.
Ao longo dos anos, a produção foi-se adaptando aos diferentes tipos de pólvora, às novas máquinas e às várias fontes de energia. A atividade terminou apenas em 1988, já na segunda metade do século XX. Sete anos depois, em 1995, o Município de Oeiras adquiriu as instalações e, em 1998, decidiu transformar o espaço num complexo aberto ao público, dedicado a atividades culturais e de lazer, função que mantém até hoje.







