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Compraram uma casa em ruínas e criaram uma villa na natureza a 30 minutos de Oeiras

A VilAgrada tem três casas com terraço e piscina e é o resultado de um projeto familiar iniciado após anos a viajar pelo mundo.

Nos últimos 10 anos viveram seis meses em Bali e viajaram pelo mundo, passando por vários países da América do Sul e da Ásia, até se fixarem em Portugal. Foi em Colares, Sintra, que encontraram o local perfeito para morar. Compraram uma casa e perceberam que os vizinhos eram apenas ruínas. Decidiram investir e hoje têm uma pequena villa que é o refúgio ideal para uma escapadinha em família nos dias de primavera.

Sibine Zingre, 49 anos, nasceu na Suíça e, em 2000, veio para Portugal atraída pelas ondas e pelo mar. “Sempre adorei surfar e vim para cá de férias e aproveitar o bom tempo. Depois conheci o meu marido, Vasco Nogueira, 52 anos, e decidi ficar”, conta.

“Sempre com a ideia de que a nossa casa seria em Portugal, fomos viajando pelo mundo. Vivemos seis meses em Bali e até começámos a criar vida por lá, mas com a chegada dos filhos tivemos de nos fixar”, acrescenta. Em 2007 compraram casa em Almoçageme, Colares, e perceberam que à volta só existiam ruínas. Foi aí que identificaram o potencial do espaço e da zona.

“Na Suíça trabalhava no ramo da hotelaria, foi o curso que tirei, e percebi que poderíamos explorar melhor aquela zona. Decidimos construir uma pequena vila, com três casas e um espaço exterior comum”, explica.

Em 2021 nasceu a VilAgrada, um conjunto com três moradias: Casa Aguda, Adraga e Ursa, nomes inspirados nas praias da região. “Queria construir casas típicas portuguesas, mais rústicas, mas como o pouco que havia estava muito degradado tivemos de demolir tudo. Optámos por algo mais minimalista e moderno, muito inspirado nas nossas viagens, com elementos coloridos e outros mais neutros”, conta.

A VilAgrada é hoje um refúgio em Colares com uma decoração inspirada na América do Sul, com um ambiente acolhedor, muito verde e apontamentos de cor. É uma opção pensada para famílias ou grupos de amigos que procuram alguns dias de descanso perto do mar.

A Casa da Adraga tem cerca de 79 metros quadrados e é a maior das três. “É ideal para pequenos grupos e famílias.” Tem dois pisos, dois quartos, cozinha, sala de estar e um terraço com zona privada e mesa para refeições.

Na Casa da Ursa, com 55 metros quadrados, há um quarto com cama de casal, uma sala com cozinha e sofá-cama. Inclui ainda um pequeno terraço com vista para o mar e uma rede. “É boa para casais ou pequenas famílias.”, revelam. A Casa da Aguda é semelhante, com 57 metros quadrados, um quarto com cama de casal, sofá-cama e terraço, pensada também para casais ou famílias pequenas.

“Todas as casas têm um terraço privado e partilham um pátio exterior com espreguiçadeiras, zona de descanso e uma pequena piscina para os dias mais quentes. O ambiente é tranquilo, com muita natureza”, acrescenta.

A localização é outro dos pontos fortes. Fica a menos de 35 minutos de Oeiras e a cerca de 25 minutos de Cascais. “Temos Sintra muito perto, para atividades culturais ou passeios na natureza, e a Ericeira para quem gosta de surf”, diz. Nas redondezas encontram-se várias praias, como Aguda, Adraga e Ursa, acessíveis por trilhos sinalizados.

“Para quem gosta, recomendo caminhadas pelas falésias. Em 30 minutos chegam à praia da Adraga e, continuando mais uma hora, até ao Cabo da Roca. Há também escalada em zonas como o Magoito ou o Guincho”, explica.

Para comer, Sibine sugere um passeio de bicicleta até à Praia Grande e uma paragem no Bar do Fundo, “onde se come bons petiscos portugueses”. O surf e os passeios de bicicleta são outras opções, incluindo percursos organizados pelo projeto E-Bikes em Sintra, de Vasco Nogueira.

A estadia na VilAgrada varia entre 130€ e 230€ por noite e as reservas podem ser feitas online através do Airbnb. “Para atrair mais portugueses, aumentámos a estadia mínima para dois dias, para que possam aproveitar melhor o fim de semana”, conclui.

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