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Vários utentes do concelho de Oeiras recusaram a vacina AstraZeneca

A notícia foi avançada pela TVI24. A NiO falou com um munícipe que tinha marcada a toma da vacina Pfizer e que recebeu a AstraZeneca.
A vacina tem causado controvérsia.

Na quarta-feira, dia 7 de abril, vários dos utentes do concelho de Oeiras que se tinham dirigido ao centro de vacinação instalado no Pavilhão Carlos Queiroz, em Carnaxide, recusaram a toma da vacina da AstraZeneca. Em causa, estavam marcações para a toma da vacina da farmacêutica Pfizer que não estaria, afinal, disponível.

A notícia foi avançada pela TVI24, que esteve presente no local e falou com os utentes em questão. Alguns recusaram a toma, mas também houve quem não tomasse a vacina por não ser adequada à sua idade (maiores de 80 anos) e não estarem disponíveis fármacos de outros laboratórios.

De acordo com o canal noticioso, os utentes que recusaram a vacina nesta quarta-feira não vão para o final da lista de espera, como prevê o plano de vacinação. Os utentes foram informados que iriam ser de novo contactados. Em causa, terá estado um erro de quem fez a convocatória, assim como falta de doses da Pfizer e da Moderna neste centro de vacinação.

A New in Oeiras falou com Manuel Pina, um munícipe que passou pela mesma situação esta quinta-feira, 8 de abril, mas que optou por aceitar a vacina. “Ligaram-me ontem e marcaram para esta manhã, às 9h55. Ao telefone, foi-me informado que levaria a vacina da Pfizer, mas não foi o que aconteceu”, explica-nos o utente de 66 anos.

À chegada do local, aguardou cerca de um a dois minutos no exterior, onde os utentes são chamados por ordem de chegada. Ao entrar no Pavilhão Carlos Queiroz, os utentes esperam numa sala com cadeiras devidamente afastadas, depois de darem entrada num dos guichets.

“Não esperei quase nada. Fui chamado para um gabinete e informaram-me de que afinal seria a vacina da AstraZeneca. Fui apanhado de surpresa e acabei por aceitar. Mas estou confiante, os estudos apontam para uma percentagem muito, muito pequena e não na minha faixa etária.”

Depois da toma, os utentes dirigem-se para uma ampla sala, com cerca de 50 pessoas, e aguardam meia hora para que sejam verificados possíveis problemas, como alergias ao fármaco. À saída, cada vacinado recebe um saco com um lanche e um kit com um gel e cinco máscaras, assim como um cartão com a data para a segunda toma. A New in Oeiras tentou contactar a ACES Lisboa Ocidental e Oeiras, sem sucesso.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) confirmou que, embora raros, os coágulos podem ser considerados “possíveis efeitos secundários da vacina da AstraZeneca”. Esta quinta-feira, 8 de abril, o Infarmed emitiu uma nota informativa sobre a matéria, onde adianta os sintomas que as pessoas devem ter em conta — leia o artigo na NiT.

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