Durante o verão, as cerejas ocupam um lugar de destaque no frigorífico de quase todos os portugueses. A popularidade não vem apenas do sabor doce, mas também do perfil nutricional “muito interessante”. “Destacam-se pela vitamina C, importante para a imunidade e para a formação de colagénio, pelo potássio, que ajuda a regular a pressão arterial e a função muscular, e pelas fibras, que promovem a saciedade e o bom funcionamento intestinal”, diz a nutricionista Lillian Barros à NiT.
Já as antocianinas, responsáveis pela cor vermelha intensa do fruto, ajudam a combater o stress oxidativo. Estes antioxidantes também podem contribuir para a proteção cardiovascular, para a para a recuperação muscular após o exercício e até para a melhoria da qualidade do sono. Neste último caso, a explicação está na presença natural de melatonina e de precursores envolvidos na sua produção.
Também no que toca às calorias, são uma opção simpática para quem quer comer algo doce sem exagerar. “Têm cerca de 60 a 65 calorias por 100 gramas e uma porção habitual, de aproximadamente 150 gramas ou um punhado generoso, fornece à volta de 90 a 100 calorias.” As cerejas podem, então, ser um bom snack no meio da manhã ou da tarde, ou até uma alternativa mais nutritiva a sobremesas pesadas e processadas.
Se há altura do ano em que faz ainda mais sentido, é precisamente no verão. A especialista não tem dúvidas de que esta é uma excelente fruta para os meses quentes, não só por estar em plena época, mas também graças ao elevado teor de água, o que ajuda na hidratação.
Além disso, “são frescas, fáceis de transportar e naturalmente doces, podendo ajudar a controlar a vontade de consumir sobremesas mais calóricas”. A isto junta-se uma vantagem que vai além da saúde. “Consumir fruta da época é também uma escolha mais sustentável e, muitas vezes, mais saborosa”, acrescenta.
Lillian Barros deixa também alguns conselhos para o momento de compra. “O mais importante é escolher cerejas frescas, firmes, sem zonas moles ou sinais de deterioração e, de preferência, da época e produção local.”
E embora sejam seguras para a maioria, há algumas situações em que convém moderar o consumo ou ter cuidados adicionais. Lillian Barros alerta que pessoas com síndrome do intestino irritável ou maior sensibilidade digestiva podem sentir desconforto, inchaço ou diarreia se comerem grandes quantidades.
No caso de quem tem diabetes, não há necessidade de excluir as cerejas da alimentação, desde que sejam respeitadas as porções adequadas — entre 125 a 150 gramas. Já no caso dos miúdos mais pequenos, o cuidado passa, sobretudo, por servir a fruta descaroçada, para evitar o risco de engasgamento.
Aproveite e carregue na galeria para conhecer as frutas típicas do verão que têm menos calorias.







