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Nestlé reconhece que mais de 60% dos produtos não são saudáveis

Foi revelado um documento interno da própria empresa, cujas conclusões podem ser embaraçosas para o gigante da alimentação.
Estimativa é da própria empresa.

É a maior companhia alimentar do mundo, com um volume de negócios anual superior a 80 milhões de euros. Mas adivinham-se mudanças já para os próximos anos. O objetivo é adaptar o catálogo a um mercado cada vez mais exigente na hora de escolher produtos sustentáveis e, acima de tudo, mais saudáveis.

Esta segunda-feira, 31 de maio, o “Financial Times” revelou um documento interno que tem circulado entre a administração da empresas de origem suíça que explica que apenas 37 por cento cumprem “a definição reconhecida como saudável”.

A marca realça que tem levado a cabo melhorias em diversos produtos. Mas estes padrões de avaliação externa obrigam a Nestlé a reconhecer, na mesma apresentação interna, que alguns dos seus produtos “nunca serão considerados saudáveis por muito que sejam renovados”, cita o mesmo jornal.

O grupo Nestlé inclui marcas como Cerelac, Nescafé, Cheerios, Nestea, Maggi, Nespresso e os chocolates Lion, KitKat e os próprios Nestlé. Existem ainda marcas para animais domésticos, como a Purina, que naturalmente ficaram de fora desta avaliação interna, tal como os produtos para nutrição médica.

À “Reuters”, o analista John Cox realça que se esta última categoria de produtos fosse incluída na avaliação, tal iria melhorar a média da marca. Ainda assim, a avaliação interna está a levar a uma revisão alargada de produtos por parte do grupo Nestlé, para melhorar a tal estimativa de que mais de 60 por cento dos produtos não seriam considerados “saudáveis”.

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