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Mais de 200 sócios motivados e tranquilos: a manhã de reabertura do Fitness Hut Oeiras

A NiT esteve a acompanhar o regresso aos treinos no dia em que se inicia a segunda fase do plano desconfinamento.
Os sócios começaram a chegar às 6h30.

Eram 6h30 e o Fitness Hut de Oeiras, em Porto Salvo, que é também a sede da cadeia, recebia os primeiros sócios. Após quase três meses sem treinar, os amantes de fitness puderam regressar àquela que muitos veem como uma segunda casa, já que a fase de desconfinamento que se iniciou esta segunda-feira, 5 de abril, permitiu a reabertura dos ginásios sem aulas de grupo.

Pelas 9h30, foi atingido o pico com 60 pessoas a treinar em simultâneo. Pelas 11h30, já ali tinham passado cerca de 250. Esperamos hoje seguramente — até porque segunda-feira é sempre um dia forte e ainda por cima é o dia da reabertura — chegar às 700 a 800 visitas”, diz à NiT Amâncio Santos, diretor de operações da cadeia.

O que é certo é que por essa hora o estacionamento estava praticamente cheio e os sorrisos em cada sócio não conseguiam esconder a felicidade de voltar a treinar num ambiente de comunidade e com todo o equipamento que permite ter uma rotina completa.

Amâncio confessa que esta reabertura foi mais fácil do que a primeira, já que todo o staff e os próprios sócios já estavam habituados. “Foi só fazer um reset”, diz. 

A única adaptação necessária esteve relacionada com a proibição das aulas de grupo. O Fitness Hut Oeiras, assim como outros 14 clubes da marca com espaço exterior, decidiu dar aos sócios a opção de aulas outdoor até quatro pessoas, tal como a lei permite.

“Normalmente, temos aulas outdoor, mas poucas. Tivemos de fazer um mapa mais alargado de aulas e mais curtas. Optámos por fazer apenas sessões de 15 minutos para que houvesse uma grande rotatividade de sócios. Treinos curtos e mais intensos para que as pessoas sintam o processo de treino”, diz à NiT Amâncio, que trabalha na cadeia desde a sua fundação. HIIT, Cross Moves, agilidade e alongamentos são algumas das aulas disponíveis.

O que é certo é que cada pessoa sabia exatamente o que fazer, como se esta fosse a realidade de uma vida inteira. A sinalética disponível no chão, nas máquinas e a delinear as zonas de treino na área de pesos livres também facilita todo o processo. Além disso, há kits de higienização espalhados por todo o clube, assim como uma equipa de limpeza reforçada para garantir que tudo está desinfetado.

Carolina Silva, 24 anos, que está à entrada a receber os sócios, garante que toda a gente chega preparada. Em caso de dúvida, há um ecrã naquela zona que explica o processo numa frase: “Estimado sócio, use máscara, desinfete as mãos e o calçado antes de fazer a leitura do QRcode.”

“Senti falta não só do treino, mas do ambiente e da malta toda. Senti quase uma ressaca.”

“Além dos sócios, esta manhã tivemos bastantes potenciais sócios,ou seja, pessoas que se querem inscrever. Tem havido muito movimento, acho que está bom e tranquilo”, diz a rececionista.

Yennifer Campos, personal trainer no clube de Oeiras, concorda: “É um regresso há muito esperado e está a ser maravilhoso porque as pessoas estão com segurança, mantêm a distância e estão sempre com o cuidado de manter as máquinas higienizadas. Sinto-me segura. Nota-se uma grande vontade de sair de casa e fazer exercício que é essencial mais do que nunca nesta fase.”

A PT de 30 anos estava, inclusive, a treinar fora do horário de trabalho. No entanto, reforça que está muito feliz por poder retomar a sua missão de ajudar os outros, acrescentando que se sente ainda mais útil na pandemia.

O agente da PSP Rui Minhoto, de 42 anos, também não esperou nem mais um dia para regressar ao ginásio, já que a experiência na primeira reabertura lhe deu uma confiança que mantém até hoje.

“À hora de almoço até costuma estar muita gente num ano normal, mas acredito que com o retomar da vida normal, a confiança vai voltar e o ambiente do clube pré-pandemia também. No confinamento, tentei manter uma atividade física regular, mas é diferente de treinar no ginásio.”

Henrique Fernandes, um guarda prisional de 50 anos, diz-nos o mesmo. Embora não tenha deixado de praticar desporto nos últimos meses, explica que ali se alcança um treino muito mais contextualizado e motivador. Além disso, garante que higienizar as mãos e usar máscara na transição entre máscaras e o uso de equipamento acautela qualquer infeção.

Edson Pires, empresário de 38 anos, não conseguiu vir às 7 horas como tanto queria, mas pelas 12 horas já lá estava. Como treina desde os 15 anos, sentiu imensa falta do ginásio. “Não só do treino, mas do ambiente e da malta toda”, diz à NiT, acrescentando que até sentiu uma espécie de ressaca. “Há um grande sentimento de segurança e faz muita falta também a nível psicológico para quem treina há tanto tempo, principalmente nesta altura. Não voltem a fechar, por favor”, continua.

“Nota-se que estavam com saudades disto. As pessoas chegaram com mais energia do que nunca.”

Mas nem só de homens o ginásio estava cheio. A prova disso é que a empresária Salomé Serra, de 59 anos, quis estar presente nas primeiras horas da reabertura do Fitness Hut Oeiras. “Sinto-me segura. Há desinfetante para desinfetar tudo, as pessoas respeitam o distanciamento e usam máscara. Tinha muito a vontade de estar cá no primeiro dia. Sou viciada há muitos anos. Estava mesmo desejosa que o ginásio abrisse, que eu adoro treinar. Já não consigo viver sem treino”, revela à NiT, aproveitando para aconselhar os portugueses a treinarem nos ginásios.

Gilda Oliveira, uma professora do ensino secundário de 60 anos, tem a mesma opinião. No seu caso, estava numa sessão de acompanhamento personalizado, algo que diz ser totalmente diferente quando acontece online, pelo que não conseguia deixar de demonstrar a sua felicidade em estar ali. Enquanto andava na passadeira, disse à NiT que viu sempre as medidas serem cumpridas ao máximo por toda a gente, o que lhe dá uma enorme sensação de segurança. 

“Sinceramente, nunca achei que houvesse motivos suficientemente fortes para o ginásio fechar, mas o que passou já passou e agora espero que não volte a fechar, a não ser que a situação se agrave muito. Mas esperemos que isso não aconteça.”

Todas  estas opiniões coincidem com a visão de Pedro Santos, personal trainer, group trainer e coordenador da equipa de PT, que notou que toda a gente tinha muitas saudades de treinar. “As pessoas chegaram com mais energia do que nunca”, diz o profissional de 42 anos.

As quatro alunas que estavam a ter uma aula de HIIT no exterior do clube que o digam. Quando a NiT estava de saída, passou por todas elas, que estavam a fazer skipping (corrida no lugar) ao som de música latina que não deixava o cansaço vencer.

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