Entre 10 e 23 de março, esteve em curso a oitava edição da Operação Pangea, que este ano decorreu em 90 países de vários continentes. Durante este período, foram investigadas 431 encomendas vindas do estrangeiro para Portugal e 85 acabaram por ser apreendidas. As entidades acabaram por confiscar 26.525 medicamentos ilegais. 4.701 foram destruídas ou analisadas.
A Operação Pangea, que acontece anualmente, tem como objetivo apreender e acabar com a venda de medicamentos ilícitos que representam uma ameaça significativa à segurança do consumidor. Aqui inserem-se fármacos contrafeitos e unidades desviadas de cadeias de abastecimento legais e reguladas.
Em Portugal, estiveram envolvidas três entidades na operação: a Polícia Judiciária, o Infarmed e a Autoridade Tributária e Aduaneira. Os resultados da fiscalização foram apresentados esta quinta-feira, 7 de maio, através de uma publicação online.
Os medicamentos para a disfunção erétil lideraram as apreensões, seguindo-se depois os produtos para emagrecimento. Estas unidades vinham principalmente da China, Índia e Reino Unido.
Os controlos realizaram-se na alfândega do Aeroporto de Lisboa e no Aeroporto do Porto, “permitindo uma sinergia de esforços no combate à fraude relacionada com os medicamentos falsificados”, diz a Polícia Judiciária em comunicado.
A nível internacional, durante a Operação Pangea foram confiscadas 6,42 milhões de doses de medicamentos ilícitos, no valor de cerca de 13 milhões de euros. 269 pessoas foram presas e foram desmantelados 66 grupos criminosos.
“As autoridades policiais de todo o mundo lançaram 392 investigações e executaram 158 mandados de busca dirigidos a redes criminosas responsáveis pela distribuição de produtos médicos não aprovados, contrafeitos, de qualidade inferior e falsificados”, acrescenta a nota de imprensa.
No mundo, entre os produtos mais apreendidos encontram-se medicamentos para a disfunção erétil, sedativos, analgésicos, antibióticos e artigos para deixar de fumar.







