Todos os verões acontece o mesmo: há uma corrida aos protetores solares nas farmácias e supermercados. Uns prometem proteção máxima, outros garantem fórmulas naturais, resistentes à água ou mais amigas do ambiente. Mas como é que podemos saber quais são realmente os mais eficazes e seguros?
Após a Infarmed ter desaconselhado produtos de duas marcas populares, a DECO Proteste lançou uma lista com aqueles que considera ser os melhores. O resultado foi descoberto através de testes laboratoriais e provas com consumidores.
O processo é mais rigoroso do que muitos imaginam. Cada protetor solar é testado em laboratório com um mínimo de 10 e um máximo de 20 voluntários adultos, com diferentes tipos de pele. A ideia é perceber se o produto protege mesmo tal como a embalagem promete.
Nos testes, os especialistas aplicam exatamente a mesma quantidade de protetor solar em todos os participantes numa pequena área das costas com dois centímetros quadrados. Depois de esperar 15 minutos — o tempo necessário para o produto atuar — a pele é exposta a uma luz especial que imita os raios solares. A partir daí, os técnicos analisam a forma como a pele reage à radiação e conseguem perceber a eficácia real da proteção.
Mas a DECO Proteste não fica apenas pela parte científica. Os resultados laboratoriais são complementados com testes de utilização feitos em sala de provas, onde entram em cena 30 voluntários para experimentar cada produto.
E aqui há uma regra importante: ninguém sabe qual é a marca que está a testar. Todos os protetores são descaracterizados e mantidos nas embalagens originais para evitar influências ou preferências pessoais. O objetivo é avaliar apenas aquilo que realmente interessa ao consumidor.
Entre os aspetos analisados estão a consistência do creme, o odor, a facilidade de aplicação e a rapidez de absorção. Afinal, um protetor pode até proteger muito bem, mas se deixar a pele pegajosa ou branca, dificilmente vai conquistar fãs no verão.
Os especialistas analisam ainda a informação presente nas embalagens. São verificadas indicações obrigatórias como os contactos do fabricante, importador ou distribuidor, a lista de ingredientes, o prazo de durabilidade e as precauções de utilização.
Nos últimos anos, a componente ambiental ganhou igualmente peso na análise. A DECO Proteste revelou que verifica quanto produto fica preso dentro da embalagem — e que acaba inevitavelmente desperdiçado —, avalia o tamanho das embalagens face à quantidade de creme e até analisa o uso de caixas de cartão desnecessárias.
E como ninguém tem tempo para fazer uma seleção tão rigorosa na hora da compra, a NiT reuniu aqueles que, segundo a própria entidade, são os melhores à venda no mercado.
Carregue na galeria para conhecer os protetores solares recomendados pela DECO Proteste.







