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As 50 regras de ouro de Ágata Roquette mudaram: “Agora prefiro que comam chocolate”

A nutricionista relançou um dos bestsellers. A edição atualizada conta com novas dicas e conselhos para uma alimentação saudável.
O livro foi lançado em 2013.

Em 2013, Ágata Roquette lançou “As Regras de Ouro: Os 50 mandamentos para uma alimentação saudável”. O livro esgotou em pouco tempo, mas manteve-se como uma referência para quem queria perder peso ou corrigir alguns hábitos alimentares. Passada quase uma década, a muito aguardada reedição chegou às bancas, esta quinta-feira, 6 de junho.

“Achei que fazia todo o sentido, na altura vendeu muito, cerca de 70 mil exemplares, e a verdade é que continua muito atual. Alterei poucas coisas, é uma edição revista e atualizada, para as pessoas que não tiveram oportunidade de comprar a primeira versão”, conta a nutricionista. Nela pode encontrar algumas dicas para quando não é possível por em prática as tais regras, como quando se vai de férias ou no Natal, por exemplo. 

Se durante muitos anos, a profissional recomendou aos seus pacientes (e leitores) que sempre que tivessem vontade de trincar um doce comessem uma gelatina light sem açúcar, esta foi uma das regras que, entretanto, mudou. Dizia que era uma maneira de não caírem na tentação de optar por escolhas piores, mas a verdade é que Ágata deixou de o fazer. 

Hoje em dia prefere que as pessoas que acompanha consumam mesmo chocolate “e matem o desejo”, optando sempre pelo preto. “Cerca de 20 gramas que tenham entre 70 a 85 por cento de cacau vão acalmar muito ansiedade e, além disso, este ingrediente é um poderoso ansiolítico natural. É melhor que toda a gente tenha o sistema nervoso regulado, do que ficar a pensar que não podem comer e isso causa-lhes ansiedade”, revela, 

A primeira versão foi lançada através d’A Esfera dos Livros e foi o segundo trabalho escrito da nutricionista. Uma vez que já passaram mais de sete anos desde a estreia, e que por isso a editora já não tinha direitos sobre ela, a Contraponto decidiu lançar-lhe este desafio.

“Com a correria e o ritmo acelerado dos nossos dias, já quase nem temos tempo para comer, nem sequer para cozinhar. Se a isso somarmos a enorme oferta de alimentos processados hipercalóricos e de comida rápida ao nosso dispor, o desastre está servido: peso a mais e saúde a menos. Mas será assim tão complicado fazermos uma alimentação saudável e regrada, que nos permita perder os quilos, entretanto, acumulados sem abdicar de tudo aquilo de que gostamos?”, pode ler-se na sinopse.

Desta forma, a nutricionista partilha que o grande segredo é saber equilibrar os maus fins de semanas com semanas positivas. “O que quero ensinar com este livro é que é possível compensar os estragos feitos e adotar práticas para a vida. Eu própria o fiz, perdi vinte quilos quando me casei e nunca os recuperei. O importante é não desistir, e é o que infelizmente alguns não são capazes de fazer.”

Algumas das alterações nas regras que fez, “que foram apenas cinco ou seis”, devem-se ao facto de como profissional também sentir que evoluiu. Dá consultas há 19 anos e muita coisa mudou neste período, principalmente o mercado e os supermercados.

“Há novos produtos, como os iogurtes e os pudins proteicos, por exemplo, que são coisas muito recentes. Não faria sentido estar a relançar uma coisa sem abordar as opções mais faladas ultimamente. Se o faço com todos os meus pacientes, também o quero fazer com aqueles que são meus leitores.”

Algumas das dicas que Ágata modificou falam no consumo de produtos processados, cada vez mais desaconselhado ao longo dos anos por vários estudos. Também se foca no vegetarianismo, que aquando a estreia, este não era um tema que se abordasse, por serem poucas as pessoas que optavam por este sistema de alimentação.

Ainda assim, a autora diz que há benefícios em adotar este regime sem nada de origem animal (não obrigatoriamente todos os dias), mas mesmo que seja esporadicamente. “A ciência mostra-nos que se substituirmos as carnes vermelhas por proteína vegetal ocasionalmente, não há qualquer tipo de problema.”

Aliás, outra das medidas que defende (mas com a qual muitos profissionais não concordam) é que cada paciente, e neste caso leitor, tenha direito a um dia livre. Acha que foi por ele existir que conseguiu perder tanto peso, e que o facto das pessoas saberem que ele vai chegar dá-lhes alento e motivação para continuar.

Dormir bem também é essencial num processo de emagrecimento: as pessoas que não descansam têm tendencialmente uma maior fome, porque o organismo está em funcionamento mais tempo. O exercício também era algo a que anteriormente não dava tanta importância, mas que nestes últimos anos começou a valorizar.

“Tomar o pequeno-almoço também é uma regra de outro, no fundo, não saltar refeições, sejam elas quais forem. Não sou defensora do jejum intermitente, acho que ainda existem provas científicas suficientes que seja benéfico e o que vejo da minha experiência é que as pessoas que não comem quando deviam ficam mal dispostas, com menos paciência. Ninguém quer isso.”

A edição revista e atualizada de “As Regras de Ouro: Os 50 mandamentos para uma alimentação saudável” da editora Contraponto tem 208 páginas. Custa 16,60€ e pode ser adquirida online.

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