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Afinal, comer açaí é bom para a dieta ou engorda?

Em poucos anos foi fruta que ganhou destaque entre nós. Mas será que a fama de superalimento é legítima?
Os mitos e verdades da sobremesa de açaí.

Há muito que o açaí era já apreciado no Brasil. Quando chegou em força a este lado do Oceano atlântico, no espaço de poucos anos vimos como passou de novidade a preferência para muitos portugueses.

Elogiado pelas suas propriedades e conhecido como uma fruta que vale como sobremesa, a atenção do açaí cresceu entre os portugueses ao ponto de terem surgido espaços onde a fruta é mesmo estrela. Mas afinal o que é que ingerimos quando comemos açaí?

Um dos alertas que costuma ser associado ao açaí é que é calórico. Isto é verdade mas não conta a história toda. Mas já lá vamos. Antes de mais, entre os benefícios do açaí há alguns que costumam ser destacados.

Uma porção com 100 gramas de polpa de açaí congelada conta com 2,6 gramas de fibra, o que quer dizer que também pode dar uma ajuda no trânsito intestinal. O açaí contém também uma substância denominada arabinogalactana, que estimula a ação das células de defesa do organismo e conta também com diferentes vitaminas e minerais (como cálcio, magnésio e potássio).

Um estudo em particular da Universidade Federal do Pará fez uma experiência envolvendo dois grupos diferentes a consumir um sumo à base de fruta, um com e outro sem açaí. Ao fim de 12 semanas, o grupo do açaí tinha notado uma descida nos valores do LDL, o chamado colesterol mau, o que é sempre uma extra na saúde do coração. Não é uma má lista de benefícios, o que não quer dizer que seja um verdadeiro superalimento.

Um dos grandes trunfos do açaí é o facto de ser antioxidante. O outro é que pode ser um bom substituto para uma sobremesa. São ambos verdades mas daquelas verdades que se devem acompanhar de um “sim, mas”.

Encontramos uma ajuda para perceber isto no recente livro de Pedro Carvalho, “Os Novos Mitos que Comemos”. “O açaí “já tem por norma hidratos de carbono q.b., algo que piora quando se lhe adiciona banana, granola, mel e outros alimentos mais açucarados”, destaca o nutricionista.

Pode de facto ser uma boa alternativa a outras sobremesas bem menos saudáveis. “Para quem o faz como sobremesa ocasional ou como guilty pleasure de fim de semana está perfeitamente enquadrado e até é das opções mais saudáveis que se podem comer nesse contexto de fuga à rotina/dieta”, reconhece.

No entanto o açaí não é todo igual. “O açaí na sua versão pura é um fruto que possui uma grande quantidade de gordura (40 a 50 por cento) e muito pouco açúcar”. O que acontece é que as versões em modo sobremesa que costumamos desfrutar, trazem o tal toque extra de açúcares a juntar às gorduras. Uma das razões é que o sabor original, puro e duro, pode não ser tão atrativo a todos os paladares.

“Olhando para a composição nutricional das polpas existentes comercialmente”, realça Pedro Carvalho, “pode-se constatar que quanto mais açúcar e menos gordura, mais longe estamos do alimento original e das respetivas antocianinas responsáveis pelo seu efeito antioxidante.”

Para o nutricionista, o ideal é olhar para o açaí mais como uma alternativa interessante a outras sobremesas menos saudáveis e não tanto como um superalimento. Isto porque, como vimos, o próprio fator antioxidante pode-se desvanecer em algumas das versões que encontramos à venda. Além do mais, se é mesmo o elemento antioxidante que estamos à procura, vale a pena lembrar sempre os frutos vermelhos. São muitas as opções e também elas com esse benefício em particular.

À procura de outro tipo de sobremesas baseadas em fruta? No verão não há nada como gelados. Com a ajuda da nutricionista Mafalda Rodrigues de Almeida, a NiT dá-lhe seis receitas de gelados caseiros super saudáveis para experimentar fazer em casa.

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