cultura

Tecnologia, música e recinto. Todas as novidades e destaques da 16.ª edição do NOS Alive

Uma antena igual à do Super Bowl, roda de samba para terminar a noite e coletes multissensoriais. Festival arranca a 11 de julho.
Passeio Marítimo de Algés volta a ser o cenário do festival.

A contagem decrescente já começou. É esta quinta-feira, 11 de julho, que começa mais uma edição do NOS Alive. Durante três dias, o Passeio Marítimo de Algés vai receber 114 artistas, espalhados por sete palcos, com um total de 121 atuações e 13 horas de música diárias, da abertura ao fecho de portas. 

Em média, vão passar por lá cerca de 55 mil festivaleiros por dia. Relembramos que os bilhetes para o dia 13 de julho, sábado, já está esgotado, e o dia 12 para lá caminha, segundo Álvaro Covões, diretor da promotora Everything Is New. O responsável revelou também que 80 por cento do público é português. “Recebemos 20 por cento de visitantes estrangeiros, de 71 nacionalidades diferentes, vêm pessoas de todo o mundo”. Depois de Portugal, Reino Unido e Espanha são os países com maior presença. 

Entre os cabeças de cartaz da 16.ª edição do NOS Alive encontram-se os The Smashing Pumpkins e Arcade Fire a tocar no primeiro dia, 11 de julho; Tyla e Dua Lipa no segundo dia, 12 de julho; e Sum 41 e Pearl Jam a fechar o festival a 13 de julho. Outras grandes bandas vão passar pelo Palco NOS Stage, o principal, mas há muito a acontecer também nos palcos secundários. 

Quem entra no recinto encontra, à esquerda, o Palco WTF Clubbing, dedicado à música eletrónica, “o terceiro maior palco”, como refere Álvaro Covões. Nesta quarta-feira, 10 de julho, durante a visita de imprensa o recinto, Jüra subiu ao palco para cantar uma música, como teaser do concerto que vai dar na sexta-feira, dia 12, às 21 horas. “Estou feliz de ter a oportunidade de voltar ao festival, desta vez, num palco diferente”, sublinhou a artista. Entre outros músicos que vão atuar no mesmo palco estão nomes como Bateu Matou e Fresko B2B Vallechi (dia 11), Dardust e Genesis Owusu (dia 12) ou Vitalic e Emerald (dia 13). 

Ao passar a zona de restauração, encontra o Palco Heineken Stage, o segundo maior do NOS Alive, que todos os dias terá concertos entre as 17 horas e as três da manhã. Por ali vão passar nomes de peso como Parcerls e Jessie Ware (dia 11), Aurora, Michael Kiwanuka e Gloria Groove (dia 12), Alec Benjamin e The Cat Empire ( dia 13), entre outros. Destacam-se também os Objeto Quase, a banda vencedora do concurso Oeiras Band Sessions, que marca o arranque do festival às 17 horas logo no primeiro dia.

Já na ponta do recinto, oposta ao palco principal, está situado o Palco Coreto Stage, “uma zona que, este ano, está mais alargada e mais simpática”, nota Covões. É Inês Apenas que vai estrear o espaço dedicado a jovens promessas da música nacionais, às 17h30 de dia 11. Por ali, há também uma zona de restauração e espaços de entretenimento, como algumas mesas de matraquilhos para jogar entre concertos.

O charme do Palco Coreto.

Um dos espaços mais bonitos e instagramáveis do festival é, sem dúvida, a Rua do Fado, onde se encontra o Palco Fado Café Stage, uma sala pequena para concertos intimistas (fica atrás do palco WTF Clubbing, à esquerda de quem entra). É ali que, ao longo dos três dias, poderá terminar a noite a divertir-se num roda de samba. O grupo “O Samba é 1 Só” vai atuar, diariamente, à meia-noite, uma das novidades desta edição.

Toda a rua se assemelha a um bairro português, onde, em cada “casinha”, vive uma marca de beleza, lifestyle ou alimentação que irá ajudar a tornar o festival mais divertido. Aliás, vai encontrar por todo o recinto, dezenas de stands de diferentes marcas com várias ativações preparadas para os visitantes. Muitas delas com brindes para oferecer. 

Além destes cinco palcos, há ainda o Palco Comédia Stage, onde irão atuar vários humoristas nacionais, com espetáculos de stand-up comedy que prometem divertir o público. Entre eles estão Beatriz Gosta e Gilmário Vemba (dia 11), Vasco Pereira Coutinho, Jel e Eduardo Madeira (dia 12), Manuel João Vieira e Fernando Rocha (dia 13), entre outros. A receber os festivaleiros, no pórtico de entrada, há também um mini palco para que todos comecem a entrar no espírito de festival ainda antes mesmo de passar a entrada. Pode consultar todos os horários da programação deste ano no site do festival.

Ao longo do recinto vai encontrar várias zonas de restauração, com diferentes tipos de opções, desde hambúrgueres, cachorros quentes, pizzas, batatas fritas, poke bowls, açaí, doces, sem esquecer também as alternativas vegetarianas. 

Podcasts ao vivo, uma antena “à Super Bowl” e outras novidades tecnológicas

Para que tudo corra bem nas várias vertentes do festival, há que ter uma boa rede tecnológica de apoio. Para isso, a NOS, patrocinador oficial do evento, criou um rede com cerca de 1200 quilómetros de fibra ótica distribuídos por 11 hectares de espaço. “Temos instaladas mais de 100 células de comunicações móveis, para dar cobertura 4G e 5G aos festivaleiros”, afirma Pedro Claro, da NOS. 

Entre as várias antenas espalhadas pelo recinto, destaca-se uma esférica, de grandes dimensões e situada numa torre com 22 metros de altura, igual à que é utilizada no Super Bowl e que permite fornecer uma maior qualidade e velocidade de dados, seja para quem está a trabalhar, como para o público, de forma a que possam partilhar conteúdos ao minuto, sem problemas.

“O ano passado registámos cerca de 20 terabytes de tráfego de dados gerado nos três dias de festival. Acreditamos que, este ano, o recorde será batido“, afirma a NOS. Há também vários pontos de hotspot espalhados pelo recinto. E, se costuma ficar sem bateria a meio dos concertos, saiba que a operadora instalou uma parede de carregamento de telemóveis, em alguns pontos. 

Além disso, nesta edição, o público terá também acesso à bancada NOS, onde poderá assistir aos concertos. Outra das novidades, passa pela presença de um estúdio para criação de conteúdos digitais ao vivo. Entre eles, estão três podcasts bem conhecidos do público: Terapia de Casal, com Rita da Nova e Guilherme Fonseca; Palácio da Ajuda, com Guilherme Ludovice, Luana do Bem e Tiago Almeida; e No Bad Vibras, com Inês Afonso, Joana Teixeira e Mafalda Beirão. 

No entanto, para a NOS, a grande novidade desta edição prende-se com a criação de coletos multissensoriais que poderão ser utilizados por pessoas surdas. “A tecnologia ao serviço de uma maior inclusão”, refere a marca. Estes equipamentos permitem, através do 5G, sincronizar a música, para que possam senti-la, ao mesmo tempo que o restante público, e viver as mesmas emoções. “O colete recebe o som e emite vibrações, em simultâneo. Permite tirar partido dos concertos, para que sintam e aproveitem a música à sua maneira. É a tecnologia ao serviço de quem mais precisa”, sublinham os responsáveis. 

Será também feita a legendagem de concertos em língua gestual, em tempo real. No caso do concerto de Dua Lipa, marcado pela sexta-feira, a legendagem poderá ser acompanhada em live streaming, através da app do NOS Alive, onde o público surdo terá também acesso às letras. 

Pedro Claro da NOS, Álvaro Covões e Francisco Rocha Gonçalves, na visita de imprensa.

Para Francisco Rocha Gonçalves, vice-presidente da Câmara Municipal de Oeiras, não há dúvidas de que este é um dos grandes eventos do concelho, anualmente. “Em 2006, quando vim visitar o espaço com o Álvaro, a pensar no arranque do festival do ano seguinte, este terreno tinha entulho equivalente a um edifício de quatro pisos. Era difícil imaginar que se iria tornar no recinto confortável que é hoje. Começou como algo pequeno, e atualmente é um dos grandes festivais do País, um sítio para fazer as pessoas felizes”.

“Desde o início que o município apoia o NOS Alive, porque sempre acreditámos na capacidade de realização do Covões. E o festival fez muito pelo território, por projetar a nossa imagem. É hoje uma âncora de atração do concelho. Enquanto este executivo estiver à frente do município, podem ficar descansados que vamos continuar a ter NOS Alive em Oeiras”, acrescenta Rocha Gonçalves. Já Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, tinha revelado que, o festival se manterá no Passeio Marítimo de Algés, pelo menos, nos próximos quatro anos. 

Pode passar pelo stand Oeiras Valley, localizado do lado direito do palco principal, com uma vista privilegiada para os concertos. Por lá, vai encontrar vários brindes, vinho de Carcavelos Villa Oeiras, um photobooth e vídeo 360º, para eternizar o momento com os seus amigos. 

Com a edição deste ano prestes a começar, Álvaro Covões garante já estar a falar com artistas para a de 2026. “A de 2025 já está praticamente fechada, já estamos a pensar mais à frente. O planeamento é feito com muita antecedência e tem de ser assim para conseguirmos reservar datas com as grandes bandas”, conclui Álvaro Covões. 

A RTP vai transmitir vários concertos, ao longo dos três dias, como lhe contámos neste artigo. Saiba também quais são os constrangimentos de trânsito que afetam Algés e as zonas circundantes nos próximos dias. A organização do festival apela ao uso de transportes públicos, garantindo um reforço de comboios da CP, em ambos os sentidos, até às quatro da manhã, assim como do serviço da Carris e da Transtejo. Há também a possibilidade de deixar o carro num dos parques Telepark por 3,90€ durante 24 horas.

 
 
 
 
 
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