Foi com muito entusiasmo, e algum nervosismo à mistura, que a New in Oeiras encontrou os Green Leather nos bastidores do primeiro dia do NOS Alive. Estava tudo a postos para o primeiro concerto da banda no Passeio Marítimo de Algés, privilégio que conquistaram por terem sido os vencedores do Oeiras Band Sessions, um concurso anual organizado pelos Nirvana Studios em colaboração com a Câmara Municipal.
A banda atuou pelas 17h00 no palco Heineken e a NiO acompanhou de perto todos os preparativos. “Não estamos muito nervosos, vai variando. De manhã estávamos mais, agora (a 15 minutos da atuação) estamos mais calmos, se pensarmos muito começamos a ficar ansiosos”, contam.
Enquanto se vestiam e tratavam do visual, foram revelando alguns pormenores da semana de trabalho e da preparação para o espetáculo, que foi intensa e durou vários dias. “Vamos assumir a mesma estratégia dos nossos concertos. Ensaiámos muito, no fundo foi corrigir aquilo que fizemos de errado no Oeiras Band Sessions e aperfeiçoamos algumas coisas”, conta o vocalista Daniel.
Já Pedro, o baterista, confessou que, “depois disto, preciso de umas férias deles. Já estou cansado de os ver, tivemos demasiadas horas juntos nos últimos cinco dias“, afirma em tom de brincadeira.
O planeamento do concerto centrou-se muito no vídeo de fundo, que servia de tela aos artistas. “Quisemos preparar uma surpresa e termos um elemento visual para os nossos fãs e público, que combina com a atuação e acompanha as diferentes músicas”, diz Rafael, um dos guitarristas.
Quem são os “Guns N’ Roses de Portugal”?
São cinco os elementos que fazem parte do grupo: o vocalista Daniel Braga, os guitarristas André Rosa e Rafael Enguiça, André Rosa, o baixista Sérgio Seco, todos com 27 anos, e o baterista Pedro Maltez, o mais novo, com 21 anos. “A banda começou com o André e o Rafael, que tinham aulas de guitarra acústica na escola primária e começaram a tocar juntos em casa. Mais tarde, juntou-se o Sérgio, que na altura estava no secundário. Então, decidimos formar uma banda e procurar mais músicos”, conta André à New in Oeiras.
O nome da banda surgiu após uma típica conversa de adolescentes. “Éramos mais novos e começámos a discutir quem seria o rei da selva, se o leão ou o crocodilo. Trocámos alguns argumentos e decidimos que seria o crocodilo. Como é verde e é usado para fazer cabedal, surgiu a ideia de ‘Green Leather’, que soa melhor em inglês e tem uma conotação mais rock”, detalha.
Quando ao estilo de música, assumem o rock “com influências do groove”, embora o género seja pouco definido. “Queríamos ser os Guns N’ Roses de Portugal”, diz Rafael, em tom de brincadeira. “Gostamos de ser pesados, com elementos de rock, e também de incorporar o groove, semelhante ao funk dos anos 70. Não gostamos de nos limitar a um único estilo e ter liberdade para explorar várias vertentes”, sublinha Daniel.
A banda lançou o seu primeiro single, “Addiction”, em 2018, “e foi um sucesso”. Pouco depois, editaram o segundo single, “Hourglass”. O álbum de estreia, intitulado “Quitting the Number System”, foi lançado em 2020 e esteve cerca de um ano em preparação.
O concerto
O relógio marcava as 17 horas quando os Green Leather subiram ao palco Heineken do NOS Alive, acompanhados por dois crocodilos insufláveis, que já são a imagem de marca do grupo.
Ao todo, tocaram sete temas numa atuação que durou cerca de 35 minutos, incluindo as músicas tocadas no concurso de Oeiras, como “Raise your spirits”, “Leave you to drown” e “Pretend”. No palco soaram as guitarras e os pratos da bateria fizeram-se ouvir bem alto, no Passeio Marítimo de Oeiras.
O público, efusivo, gritava as letras da banda, que toca temas maioritariamente em inglês, e aplaudiam uma atuação que se destacou pela energia vibrante, que não deixou ninguém indiferente no segundo palco mais importante do festival.
No final, como já era de esperar, foram lançados ao público os dois crocodilos que, ao som do último tema apresentado pela banda, foram passando de mão em mão por quem acompanhava mais uma etapa da jornada no mundo da música do grupo oeirense.
O futuro
Devido às diferentes rotinas, já que todos os membros trabalham ou estudam, os Green Leather decidiram, nos próximos meses, dedicar as tardes e noites ao desenvolvimento do terceiro álbum. “Queremos reservar esse tempo para lançar mais músicas, pois o último trabalho foi em 2023, e vamos concentrar-nos nisso”, revela Daniel.
No entanto, a banda anunciou um novo concerto para breve. Os Green Leather vão atuar no Festival Dormências, no Teatro da Luz, em Lisboa, no dia 26 de julho às 21 horas.
“Depois desse concerto, a ideia é ficarmos fechados no estúdio a produzir até termos o álbum feito. Queremos muito dar esse presente a quem nos acompanha.”, remata Sérgio.
Carregue na galeria para ver fotografias dos bastidores e concerto.

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