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Queimaduras, expulsões e talento: tudo o que já se sabe sobre “Hell’s Kitchen”

O novo programa do chef Ljubomir Stanisic estreia 14 de março, na SIC. É a nova aposta no horário nobre de domingo.
Estreia a 14 de março.

Ljubomir Stanisic deixou para trás “Pesadelo na Cozinha” e prepara-se para fazer a sua estreia na SIC. É no domingo, dia 14 de março, que estreia a versão portuguesa de “Hell’s Kitchen”.

Em conferência de imprensa nesta sexta-feira, 5 de março, o chef e o diretor de programas do canal, Daniel Oliveira, abriram as portas da cozinha, antecipando o que aí vem. Ao todo, são 16 concorrentes, todos com experiência profissional, divididos em duas equipas, que vão tentar convencer o chef que têm o que é preciso para singrar no competitivo mundo da culinária.

Para Stanisic, há a certeza de que vem aí algo bem diferente do que fizera antes. “Pesadelo na Cozinha”, explica o chef, “era emocionalmente mais desgastante”, muito por culpa das dificuldades de quem participava. Aqui a dinâmica é outra. “Estou a jogar na minha praia. Isto é cozinha a sério. Há muito tempo que não me divertia tanto”, garante. Foi, acrescentou ainda, “uma lufada de vida nova” para ele. “Estar parado e não trabalhar não é o meu estilo.”

Daniel Oliveira explica que o chef “superou todas as expectativas” na condução do programa, mostrando o lado sem papas na língua que lhe conhecemos mas também o humanismo e humor que fazem com que partilhar a cozinha com ele seja uma experiência especial. Sobre a concorrência que haverá nas noites de domingo, diz apenas: “só controlamos o que podemos controlar”. 

O formato “Hell’s Kitchen” ficou bem popularizado pela personalidade e postura do chef Gordon Ramsay. Stanisic deixa elogios ao profissionalismo do chef mas desvaloriza comparações. “Não sou apresentador, sou cozinheiro.” Na verdade, não era sequer fã do programa simplesmente porque vê pouca televisão. “Fui obrigado pelo realizador a ver uma temporada no YouTube”. E o que mais destacou foi que, quando entrou na cozinha, era maior e mais bonita do que a da versão americana.

Daniel Oliveira garante um programa ao melhor nível do que este formato de sucesso tem garantido noutros países. “Só a cozinha tem mil metros quadrados”, explicou. De resto, de Stanisic podemos esperar o que já lhe conhecemos. “É sem merdas, sem rodeios. É quem sou, que de ator não tenho nada.” Daniel Oliveira explicou que fez questão de evitar que Stanisic tomasse parte na escolha dos concorrentes, para só os conhecer no dia em que entrasse na cozinha do programa.

Sobre o que podemos esperar, Stanisic adianta que o que o mais surpreendeu foi a capacidade “de aprender com os erros” de muitos concorrentes, que foram melhorando ao longo do programa e que a dada altura já “esqueciam as câmaras”.

Contudo, não é só uma versão bem humorada do chef que vamos encontrar. O próprio revela: “houve um dia em que ameacei expulsar toda a gente”. De resto, podemos esperar cortes, queimaduras e todo o tipo de acidentes e caos que podem acontecer numa cozinha. “Eu próprio queimei-me seriamente. Disse um ‘piiii’ e continuei a trabalhar”, conta, explicando que não é certo que esta situação surja num dos episódios. Certo é que houve concorrentes a cortar-se em “Hell’s Kitchen”. Faz parte da vida de cozinha mas o chef até realça que tem curso de primeiros socorros e que ele próprio ajudou a dar assistência a concorrentes. “Já vi de tudo na minha vida, grandes cortes, até dedos separados”.

A SIC não revelou todos os prémios finais. Sabe-se apenas que um dos prémios é um carro e que ao longo do programa haverá recompensas, como ida a um restaurante especial, e castigos (pelo menos um deles será sob a forma de crossfit). “Eu próprio contratava qualquer um dos finalistas”, disse ainda, sem adiantar mais.

Pelo menos um dos episódios de “Hell’s Kitchen” contará com um menu dedicado à sua Bósnia. Stanisic teve “carta branca” para decidir sobre expulsões (tanto sobre quem e quantos poderiam sair na mesma altura). A SIC não revelou o número total de episódios para esta primeira temporada mas adianta que já há planos para uma segunda.

Um dos desafios inevitáveis era a própria pandemia e o chef elogiou o esforço da SIC. “Mais organizada do que a minha própria cozinha”. Os concorrentes estiveram sempre em isolamento durante as gravações, toda a equipa era testada e o próprio Ljubomir foi “testado todos os dias”. “Não houve nenhum caso.”

A SIC já divulgou também a promo do programa, com Stanisic a abrir as portas da sua cozinha. A 14 de março, vamos finalmente descobrir se a cozinha do chef pode ser de facto um inferno.

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