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Oeirense lança thriller que coloca uma serial killer nas ruas da vila

A obra de Tiffany Vilela será lançada a 21 de maio e inclui cenários reais como o Jardim de Oeiras.

Uma assassina que mata todas as suas vítimas num jacuzzi e a única coisa que tem em comum é o facto de todas terem nascido a 17 de junho. Esta é a premissa inicial do novo thriller de Tiffany Vilela, uma oeirense com 37 anos. Nasceu em França, em 1991, mas com apenas três anos veio para Portugal. Viveu toda a adolescência em Oeiras e foi pelo concelho que vivenciou experiências, como as tardes passadas em família no Jardim de Oeiras, que também lhe serviram de inspiração para escrever este novo livro. Com apenas 14 anos já tinha escrito a sua primeira obra: um mini romance intitulado de “Marcas de Uma Vida”.

“No Jacuzzi com uma Serial Killer”, em pré-venda desde 15 de abril, é o mais recente trabalho da oeirense que demorou cerca de um ano a ficar terminado. “Comecei a escrever em 2024 e só terminei em 2025. Tudo começou quando estava num jacuzzi de um ginásio na Irlanda, com a minha mãe, e de repente aparecem quatro homens, com um ar de durões e muito sérios. A minha mãe comentou: ‘imagina que eles eram assassinos e nós estamos aqui todas descansadas’, e aquilo deu-me logo uma ideia”, conta à NiO.

Prontamente apontou a premissa nas notas do telemóvel e a ideia ficou guardada. Tiffany sempre teve uma paixão pela escrita. “Escrevia nos meus diários e até cheguei a ter blogues, escrevo com muita frequência coisas do dia-a-dia e das minhas viagens”, recorda. Mas foi no marketing que viu espaço para uma carreira profissional. “Entrei na Faculdade de Letras, em Lisboa, em Estudos Comparatistas, e depois comecei a trabalhar na área do Marketing.”

Começou a escrever ainda miúda e com 14 anos concluiu um mini romance de 68 páginas. “Só o publiquei quando tinha 19 anos e foi um processo muito simples: lembro-me de enviar e-mail com o manuscrito à editora , que ficava em Santa Apolónia e poucos dias depois o diretor marcou uma reunião. Fez-me a proposta para o projeto e assim foi”, explica.

“Foi algo surpreendente para mim. Achava que publicar um livro era uma coisa longínqua e foi marcante para o meu percurso porque acabou por ser um incentivo”, recorda. Gostou tanto que continuou sempre a escrever, mesmo quando se mudou para Barcelona, onde fez o programa Erasmus. Depois de se formar, engravidou e decidiu ir para Belfast, na Irlanda do Norte, onde tem família. Foi por lá que começou a planear escrever mais uma obra e em 2024 lançou-se na aventura de escrever um thriller. “Quando decidi que queria mesmo lançar um livro lembrei-me daquela ideia que tinha apontado, uns meses antes, e peguei na caneta.”

O segundo livro da oeirense está escrito na primeira pessoa, na voz da assassina, para que os leitores entrassem na cabeça dela. “Como costumo escrever sempre na primeira pessoa, fez-me mais sentido e tornava a obra mais pessoal”, diz. A assassina mora em Alcântara, Lisboa, vive sozinha sem ter família, apenas com um dragão barbudo como animal de estimação.

A história decorre em vários pontos do país. “Falo de vários pontos de Portugal, e muito com base nas minhas vivências, só em lugares onde já tive. Há uma vítima que ela conhece em Oeiras, num mercado, por exemplo. Falo da Ponte 25 de abril ou o LX Factory, para aproximar os leitores, mas também Barga”, conta. O Jardim de Oeiras também é um dos destaques da obra. É lá que a assassina conhece uma das vítimas, que mora na Vila de Oeiras. “Passei a minha infância a brincar no Jardim de Oeiras, com a minha mãe e o meu irmão, dávamos comida aos patos e andávamos de baloiço, íamos todos os fins de semana e por isso é um sítio que me marcou”, diz.

“Quando a personagem não está em modo predadora, ela tem acesso a um fórum online que é apenas frequentado por assassinos, como se fosse uma rede social, onde cada um vai partilhando relatos das mortes que fazem, as falhas, os nomes das pessoas e certos debates. É um thriller que explora o trauma infantil, a obsessão, o narcisismo e até a violência doméstica”, confessa.

O livro “No Jacuzzi com Uma Serial Killer”, editado pela Saída de Emergência, conta com 182 páginas e encontra-se em pré-venda. Será lançado em livrarias como a Fnac e Bertrand, a 21 de maio e tem um custo de 17,70€. 

Por estes dias, Tiffany deixou a área do marketing, na qual trabalhava, para se focar a 100 por cento na educação dos filhos e no seu processo criativo. “Senti que precisava de dedicar a minha atenção toda aos miúdos e depois deste thriller tenho muita vontade de continuar a escrever mais obras. Tenho muitas ideias em carteira, mas seguramente que este género literário é o meu favorito, pelo menos por agora.”

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