cultura

Obras do Ocean Campus no Passeio Marítimo podem comprometer o NOS Alive

A empreitada do pode limitar o espaço que todos os anos recebe o maior festival de verão do País.
Todos os anos é o recinto do NOS Alive.

Todos os anos, milhares de pessoas rumam ao Passeio Marítimo de Algés para participar em vários eventos. O NOS Alive e o Comic-Con Portugal são os mais regulares e aqueles que atraem mais público — mas também existem outros esporádicos, como o concerto que os Muse deram naquele espaço no final de julho.

No entanto, este local — pelo menos na forma como existe — pode estar em risco com as obras do Ocean Campus. A empreitada, que deve arrancar este ano e só deverá ficar concluída em 2030, prevê alterar aquela zona ribeirinha ao longo de 64 hectares, entre Belém e a Cruz Quebrada.

Vai ser construída uma marina junto da foz do rio Jamor, além de prédios de habitação, espaços de comércio, um hotel e centros de investigação. 

O problema em relação ao Passeio Marítimo de Algés é que as obras incluem a construção do edifício do Centro Náutico de Algés — que irá ficar numa área que nos últimos anos foi usada para acolher as casas de banho do NOS Alive e da Comic-Con Portugal.

A Câmara Municipal de Oeiras, o Porto de Lisboa e o Ministério do Mar têm juntado forças para tentar evitar que o Passeio Marítimo de Algés seja alterado com estas obras. A autarquia considerou mesmo avançar com o embargo da empreitada do Ocean Campus.

“A Câmara Municipal de Oeiras ponderou embargar a obra de construção do edifício do Centro Náutico de Algés, por o mesmo ir nascer onde atualmente se encontram instalados os sanitários de apoio aos eventos NOS Alive e Comic-Con. Dá-se a circunstância de o licenciamento deste projeto não ter decorrido, na perspetiva da câmara, nos termos definidos por lei”, disse fonte da Câmara Municipal de Oeiras ao jornal “i”.

O investimento para construir o Ocean Campus ultrapassa os 300 milhões de euros — a maior parte é de investidores privados.

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