No Mundial de Futebol, Jackson Irvine é um dos rostos mais conhecidos da Austrália. Fora dos relvados, o futebolista prefere trocar as chuteiras pela rádio e pela guitarra — uma paixão que o acompanha desde os três anos.
“Interessava-me muito por guitarras de brincar quando era muito pequeno. A minha mãe percebeu que eu reagia muito à música, e isso colocou-me muito cedo nesse caminho”, revelou o futebolista numa entrevista ao site “Beats & Rhymes FC”.
Desde 2021 que Irvine se tem destacado como capitão do FC St. Pauli, um clube da Bundesliga, a principal liga alemã. Embora não tenha seguido a carreira musical, mantém esta paixão paralela ao futebol. O médio australiano revelou que é habitual, nos balneários por onde passa, as equipas colocarem música a tocar. E até costuma assumir o papel de DJ temporário. No caso da seleção australiana, são as bandas nacionais que fazem sucesso, como os INXS ou os Midnight Oil.
O jogador de 33 anos partilhou ainda que a playlist é, muitas vezes, escolhida pelo jogador que chega primeiro. “Pode ser bastante variado, o que não é mau, mas nem sempre é do meu agrado”.
Quando o assunto é o gosto pessoal, a história é outra. Irvine é um grande fã de indie rock e rock alternativo. Na playlist, tem como principais referências Nick Cave, The Strokes, Tame Impala, IDLES, Wilco, Billy Bragg ou Something for Kate.
Em 2024, foi divulgado que o jogador seria o apresentador do programa de rádio “Heimspiel”, que significa “Jogo em Casa” e é descrito como uma carta de amor a St. Pauli e à sua cultura musical. Há novos episódios uma vez por mês. São uma oportunidade para o futebolista apresentar ao grande público os seus temas favoritos.
“É uma oportunidade para partilhar um pouco mais sobre mim e mostrar algo pessoal por trás da música que estou a ouvir neste momento”, revelou ao site “Soccer Bible.”
Este interesse pela música foi incutido pelos pais, que sempre tiveram uma inclinação especial para este universo. Apesar de nunca terem trabalhado como músicos ou tocado qualquer instrumento, desde cedo incutiram no seu filho uma paixão que nunca mais abrandou.
“Já cheguei a tocar trombone e guitarra durante alguns anos, numa banda emo, noutra de post-hardcore e uma de heavy metal”, revelou. “Fui sempre incentivado a praticar os meus instrumentos com a mesma tenacidade com que praticava futebol.”
Ao longo da carreira como jogador de futebol, Irvine foi conseguindo aumentar os seus horizontes musicais. Por cada cidade que passa, descobre novos artistas e músicas para acrescentar às playlists.
Tal como seria de esperar, o australiano conta também com uma notável colecção de discos. Entre as faixas favoritas, estão “Original Pirate Material”, de The Streets, “I Love You”, “Hunny Bear” de Father John Misty, e “Transformer”, de Lou Reed. Este último tema está tatuado no seu ombro esquerdo.
No clube atual, descobriu também o interesse pelo punk. Afinal, o St. Pauli é conhecido pela sua forte ligação à cena musical de Hamburgo. Além do programa de rádio, gosta de aproveitar o tempo livre para frequentar salas de espectáculos da região.
“Desde que cheguei à Alemanha, tornei-me mais fã de punk, o que combina perfeitamente com Hamburgo e o St. Pauli”, mencionou. “A minha namorada também gosta de punk, por isso foi uma ótima escolha para ambos.”
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