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NO ART: Portugal recebe festival de arte e música “que vai ficar para a história”

A lista de headliners inclui os australianos Rüfüs Du Sol, vencedores de um Grammy. O formato é um sucesso em Amesterdão.

Ao longo dos últimos três anos, já passou por lugares históricos, desde uma luxuosa escola de equitação criada em 1744 a igrejas góticas e de estilo renascentista. O NO ART revolucionou a indústria dos festivais de música eletrónica nos Países Baixos e, pela primeira vez, vai chegar a Portugal, mais precisamente ao Passeio Marítimo de Algés, a 10 de outubro. Ao longo do dia, vão juntar-se neste recinto — que recebe todos os anos o NOS Alive — música, artes plásticas e um ambiente intimista.

O conceito nasceu em Amesterdão, onde é um verdadeiro fenómeno. Foi agora trazido para Portugal pela asweare, um produtora francesa recentemente sediada em Portugal. A produção fica a cargo da New Sheet, responsável pelas festas Revenge Of The 90’s, sob direção de Paulo Silva — que, lamenta, nunca teve oportunidade de ir ao festival nos Países Baixos.

Ainda assim, mostra-se entusiasmado — e confiante — com esta estreia em território nacional. “É um evento que está gigante a nível internacional”, conta à NiT.

O projeto é promovido pela As We Are Events e foi idealizado pelos ANOTR, um grupo que “rebentou há cerca de três anos”. “Foram eles que inventaram o festival através de uma editora independente que também criaram. Eles estavam a bombar internacionalmente e decidiram criar uma festa que não fosse apenas uma festa”, explica.

Para levarem algo de diferente ao mercado, a New Sheet decidiu planear um evento onde não houvesse apenas música eletrónica, mas também uma forte componente artística. “Não é um festival com white walls. Há uma grande proximidade dos DJ. Eles estão numa cabine no meio do recinto e o público está à volta, num formato de 360 graus.”

Neste caso, a música não se sobrepõe nunca à arte urbana. A organização vai, inclusive, colaborar com artistas portugueses para criarem obras em direto, ao mesmo tempo que apresentam trabalhos anteriores. Vai haver ainda uma moldura (ou um arco) gigante por cima dos DJ, para enquadrar o pôr do sol no Passeio Marítimo de Algés.

O line-up promete luxo e diversidade, encabeçado pelos australianos Rüfüs Du Sol — trio vencedor do Grammy de Melhor Gravação de Música Dance (“Alive”, 2021) — os neerlandeses ANOTR, os nova-iorquinos The Martinez Brothers, Desiree e o português Tiago Cruz.

 
 
 
 
 
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O carta pretende ser uma amostra do que de melhor se faz dentro deste género, tanto em Portugal como lá fora. “Rüfüs Du Sol eram uma escolha óbvia e tudo foi construído à volta deles. Os Martinez Brothers, por exemplo, foram escolhidos para representarem os OGs da música eletrónica porque estão nisto há muito tempo. Vão trazer públicos de todas as idades, desde os mais novos aos mais velhos. A Desiree também tem um percurso incrível”, explica Paulo Silva.

O produtor não tem dúvidas de que o festival poderá ser replicado com sucesso em Portugal. “Queremos acreditar que a edição de 2026 está garantida. Já fizemos sold out em mais de 11 mil bilhetes, o objetivo é 15 mil, e acho que vamos chegar. Vai ser uma vibe inacreditável. Um paraíso da música eletrónica. Os Rüfüs vêm com novidades e, na véspera, vão estar em Ibiza. Vai ser memorável e vai ficar para a história”, assegura.

A programação completa, com horários e atividades, será divulgada na próxima semana. As expetativas, naturalmente, são altas. “Vai ser uma tarde e noite incríveis”, conclui Paulo Silva.

Os bilhetes já estão à venda online. Atualmente, os valores começam nos 55€ (terá de entrar antes das 19 horas) e vão até aos 250€, para quem quer ter acesso à área VIP no backstage.

Carregue na galeria para conhecer outros concertos que vai poder ver em Portugal ao longo deste ano.

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