“Abrandar com outros tempos” é o convite que Monserrate deixa aos visitantes que passarem entre 11 e 13 de setembro, na quinta edição do Jazz em Monserrate. Concertos, jam sessions, jazz para bebés e workshops de sustentabilidade vão preencher os dias de quem aqui vem pela música mas que fica pelo ambiente — afinal, falamos de um dos locais mais bonitos de Sintra.
“É uma edição que convida a desacelerar, a escutar e a permanecer. Mais do que uma sucessão de concertos, propõe uma experiência cultural integrada, onde o jazz se torna ponto de encontro entre criação contemporânea, memória, formação e fruição, consolidando a ligação entre Monserrate, Sintra e a música”, explica João Sousa Rego, presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra.
Com direção artística de Inês Laginha, será possível assistir na abertura do festival ao clássico do cinema mudo “Nosferatu: Uma Sinfonia de Horror”, musicado ao vivo pelo pianista e compositor Daniel Bernardes.
Já o final da tarde de sábado, dia 12, será dedicado a concertos intimistas. Rita Maria e Angélica Salvi vão realizar uma viagem pelo repertório de de Bernardo Sassetti. Depois, chegará a norte-americana Becca Stevens, que cruza jazz, folk, pop e música de autor. A intérprete vai fechar o evento com a apresentação de “Maple to Paper”.
Por fim, no domingo, o Jazz em Monserrate percorre diferentes momentos da história do jazz. O brasileiro Mateus Saldanha apresentará “Troubles”, um projeto que “dialoga com as primeiras décadas desta linguagem musical, recuperando sonoridades e referências que marcaram os seus primórdios, sem abdicar de uma abordagem contemporânea”, segundo a organização
Segue-se o concerto de encerramento do evento com João Barradas Trio. O projeto vai receber neste espetáculo um convidado especial: o guitarrista norte-americano Jonathan Kreisberg, uma das figuras mais reconhecidas do jazz internacional.
Estes concertos realizam-se no âmbito do festival, após o fecho do Parque de Monserrate. Os bilhetes diários para assistir aos espetáculos custam 20€.
Mas o Jazz em Monserrate vai além dos concertos e traz para este espaço várias experiências únicas pensadas para toda a gente — incluindo famílias com bebés. Por isso mesmo, no sábado e no domingo, pelas 10 horas, está previsto um concerto para bebés até aos três anos, num dos locais mais emblemáticos do Palácio de Monserrate, a Sala de Música.
Neste caso, a entrada custa 15€ (preço por cada criança acompanhada por um adulto).
Ainda na música, quem estiver a passear pelos jardins de Monserrate neste fim de semana, poderá assistir às Jam Sessions, realizadas pelos alunos de jazz do Conservatório Nacional, às 15 horas. Já os estudantes e músicos profissionais não podem perder a masterclasse gratuita de Daniel Bernardes, dedicada à relação entre música e imagem, marcada para o dia 11, à mesma hora.

A conservação da natureza como pilar num festival de jazz
O Jazz em Monserrate decorre num dos mais emblemáticos jardins de Sintra — e até do País inteiro. Assim se percebe porque é que a Sintra Parques tenha uma preocupação especial com a sustentabilidade do festival.
Nesse sentido, o programa desta edição inclui três workshops, um por cada dia do evento, todos ligados à preservação da natureza. Pelas 17 horas de sexta-feira, por exemplo, a iniciativa é dedicada aos insetos polinizadores que habitam nestes parques.
Já sábado, às 16h30, será possível aprender mais sobre as árvores de fruto típicas desta zona de Sintra e a sua importância histórica. O ciclo de workshops termina no domingo, com o mundo da produção de cogumelos, às 15h30.
“Mais do que atividades práticas, estes workshops pretendem aproximar a comunidade dos desafios atuais da conservação da natureza e divulgar, de forma acessível e participada, algumas das soluções que podem aplicar no seu dia a dia, contribuindo de forma individual para a conservação da natureza. Neste contexto, estabelecem também uma ligação com os objetivos do Plano Nacional de Restauro da Natureza, reforçando a importância da recuperação da biodiversidade e do envolvimento da sociedade na proteção do património natural”, acrescenta João Sousa Rego.
A participação nos workshops é gratuita para portadores de bilhete do festival. No entanto, as vagas são limitadas, pelo que será necessária uma inscrição prévia no site.









