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Meg Ryan está louca com as ondas da Nazaré: “São mesmo a sério?”

A atriz também falou sobre os misteriosos dez anos em que se manteve afastada de Hollywood e o que foi necessário para voltar.

Com mais de 40 anos de carreira, Meg Ryan continua a ser conhecida como a rainha das comédias românticas. Mas a atriz norte-americana tem outra paixão menos conhecida: as gigantescas ondas da Nazaré.

Esta quinta-feira, 30 de outubro, foi uma das convidadas do Tribeca, onde subiu ao palco para uma conversa com Bárbara Guimarães sobre “Imagem, Identidade e Reinvenção”. A atriz aproveitou a passagem por Portugal para confessar ser fã da série documental “A Grande Onda da Nazaré” e revelou que é um dos locais que quer visitar durante esta estadia.

“As ondas são mesmo a sério?”, questionou, antes de notar que a tempestade que por estes dias assola Portugal é “o momento ideal” para ver o fenómeno com os próprios olhos.

Apesar da curiosidade pela vila piscatória, o foco da conversa esteve nas comédias românticas que marcaram a sua carreira. Meg Ryan brilhou em títulos como “When Harry Met Sally”, “Sleepless in Seattle” e “You’ve Got Mail”, mas nem sempre o reconhecimento foi imediato. “Quando fizemos esses filmes, não achávamos que estávamos numa ‘era dourada’. Eles nem sequer eram bem-recebidos pela crítica”, recorda.

Ao todo, participou em mais de 40 filmes, sendo que apenas oito foram comédias românticas. Ainda assim, são essas que os fãs mais associam ao seu percurso. “São muito reconfortantes. As pessoas dizem-me que veem os meus filmes quando estão doentes. Lembram-se de como as fazem sentir e fazem-lhes bem.”

Mesmo tendo atingido o sucesso nesses papéis, a atriz de 63 anos nunca quis ficar colada a um único registo. “A reinvenção é o que se faz quando se está vivo”, defendeu. “É uma evolução natural. Ficaria aborrecida se não reinventasse alguma parte de mim mesma.”

Durante a talk, falou também sobre o seu afastamento de Hollywood durante cerca de uma década, período em que sentia falta de motivação. O que mudou foi a vontade de estar noutra posição. Apostou na realização e estreou-se com “Ithaca”, seguindo-se “What Happens Later”. “Desejava ter-me tornado realizadora mais cedo, acho que teria feito de mim uma atriz melhor”, confessou.

Leia o artigo da NiT para conhecer também a conversa de Giancarlo Esposito, antagonista de “Breaking Bad”, no Tribeca.

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