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Margarida transformou a garagem de casa no novo estúdio de cerâmica de Oeiras

O Batata Doce é o projeto a solo de Margarida Lehrfeld, com workshops até 10 pessoas e aulas em diferentes locais.

Tinha apenas quatro anos quando fez a primeira peça, um fantoche feito de meias e botões. Desde pequena que Margarida Lehrfeld, hoje com 29 anos, percebeu que as artes eram o seu caminho, sobretudo influenciada pela mãe, que “sempre foi uma pessoa muito criativa”, mas também guiada pela própria imaginação. Depois de criar um estúdio de cerâmica com uma amiga, em Oeiras, decidiu avançar com um projeto a solo. Assim nasceu o Batata Doce, um “estúdio de cerâmica versátil”, onde dinamiza sessões em diferentes espaços e organiza aulas na garagem de casa.

“Costumo dizer que sou uma idiota, tenho sempre muitas ideias e adoro desenvolver e pensar em projetos diferentes. No secundário tirei artes plásticas e aos 18 anos entrei em Belas Artes para estudar escultura. Fiz ainda um mestrado em multimédia e o meu percurso tem sido muito à volta das artes”, conta.

Depois de terminar os estudos, começou a trabalhar como freelancer, sobretudo na área do design. “Ia fazendo muitos trabalhos para mim que funcionavam como portfólio, mas há dois anos fiquei mais ligada à cerâmica”, explica. No início de 2025, juntou-se a uma amiga, com quem estudou escultura, para abrir um estúdio em Oeiras.

“O Puré nasceu da vontade de ter um espaço privado que servisse de atelier e onde também pudéssemos dar workshops. Fizemos sessões em grupo, aulas com vinho e outras em que as pessoas criavam kits específicos, como os de pequeno-almoço.” O plano passava também por explorar outras áreas culturais, como a fotografia, mas o espaço acabou por fechar no final do verão de 2025.

“A minha amiga Leonor foi fazer um curso fora de Lisboa e eu fiquei a pensar que talvez fosse a altura de me lançar num projeto a solo”, conta. Este ano, avançou com o Batata Doce, instalado na garagem de sua casa. “Recebo as pessoas na garagem, o que torna tudo mais intimista, mas a ideia é também ser um estúdio versátil, ou seja, visitar outros espaços e dar aulas.”

Desde abril, já organizou dois workshops no espaço, com grupos de até 10 pessoas. “Acho que com mais pessoas deixa de ser tão focado. Assim consigo dar atenção a todos. Como eram grupos que já vinham com ideias, fizemos várias peças”, conta. Candelabros, cinzeiros, pratos para aperitivos ou manteigueiras foram alguns dos trabalhos criados.

Cada sessão dura cerca de 2h30 e permite fazer entre duas a três peças. Para quem chega sem ideia definida, Margarida ensina técnicas básicas de iniciação à cerâmica. “Ensino duas técnicas base: a da bolinha, usada para taças, chávenas ou canecas, que começa com uma bola no centro e vai sendo moldada, e a do rolinho, mais indicada para peças maiores, como pratos, em que se constrói a partir de rolos de massa”, explica.

Os workshops são divulgados nas redes sociais e os preços variam entre os 30€ e os 40€. Podem ser feitos em grupo, a solo ou em casal. “O meu objetivo é ir a festas, espaços de cowork ou ateliers dar workshops e sessões. O Batata Doce é um projeto versátil, quero ir a outros espaços ajudar e ensinar o que sei”, conclui.

 

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