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Já chegou aos cinemas “Wish”, o novo filme da Disney inspirado na Península Ibérica

O projeto, que estreou a 23 de novembro, está repleto de homenagens a Walt Disney, no ano em que a empresa celebra o 100º aniversário.
Já estreou nos cinemas.

A Disney celebra 100 anos em 2023 e tem criado diversas iniciativas para celebrar a data. Um dos projetos lançados recentemente é o novo filme “Wish”, que chegou aos cinemas esta quinta-feira, 23 de novembro. Além de honrar o legado iniciado pelo fundador Walt Disney, em 1923, a produção é-nos mais próxima do que se possa pensar, já que pretende exaltar toda a beleza e história da Península Ibérica.

A narrativa desenrola-se no século XIII, no ficcionado reino fantástico de Rosas, que todos procuram. Recebe pessoas de todo o mundo, que vão até lá concretizar os seus maiores sonhos — tudo graças ao rei Magnífico (Chris Pine), capaz de concretizar qualquer desejo. No entanto, não é isto que acaba por acontecer.

Magnífico mostra ser um rei generoso e altruísta quando está à frente do seu povo, mas é nos momentos em que está sozinho que percebemos como realmente é: “egoísta, arrogante, narcisista, ganancioso e mal-educado”. O que os habitantes não sabem é que apenas concretiza os desejos que acredita serem merecedores. Todos os outros são simplesmente ignorados — especialmente quando não se encaixam no mundo que idealiza, onde ele é, claro, o centro de tudo.

O filme acompanha Asha (Ariana DeBose), uma perspicaz jovem de 17 anos “que faz um desejo tão poderoso” que acaba por ser “atendido por uma força cósmica — uma pequena bola de energia sem limites, chamada Star”. Juntas, terão de enfrentar o rei para salvarem a sua comunidade e provarem que, quando a vontade de um humano corajoso se liga à magia das estrelas, “coisas maravilhosas podem acontecer”.

Tal como muitos outros ícones dos filmes de animação, a protagonista é retratada como sendo extremamente inocente, mas tem uma diferença crucial. “O que a torna completamente diferente, para mim, é que está à beira da idade adulta e identifica algo de errado naquele mundo”, explica Jennifer Lee, diretora criativa dos estúdios de animação.

“Uma das coisas que realmente nos agradou na Península Ibérica é que,  na época, vinham pessoas de todo o mundo e isso liga-se de forma inspiradora à história que queríamos contar”, explica Jennifer.

 

Ao longo da produção, são várias as homenagens ao passado da Disney. O estilo de animação é uma delas. Ao contrário de muitos outros projetos recentes da gigante do entretenimento, faz-se aqui uma união entre o desenho feito à mão e o CGI. “Todos os frames são camadas em cima de camadas, mas claro que também recorremos à tecnologia que temos agora e que não existia há 100 anos”, revela a diretora criativa.

Se algumas personagens parecerem familiares, é porque já viu a “Branca de Neve e os Sete Anões”. Em “Wish”, a protagonista está muitas vezes acompanhada de sete amigos, cuja palete de cores e personalidades são uma clara referência aos companheiros de uma das princesas da Disney mais conhecidas.

No agregador de críticas Rotten Tomatoes, “Wish” conta com uma avaliação de 48 por cento por parte da crítica especializada e 82 por cento do público. “‘Wish’ não alcança as estrelas, mas brilha intermitentemente enquanto apresenta outra feroz heroína ao público”, diz a “CNN”. “Enquanto celebração de um importante aniversário, ‘Wish’ é tão bom quanto celebrar o seu 100.º aniversário no parque de estacionamento de um restaurante de fast food”, descreve o “New York Post”.

Quando o filme chegar ao fim, não saia logo da sala de cinema. Não vamos dar spoilers, mas há uma cena após os créditos — que é, lá está, mais uma homenagem a Walt Disney e ao império que construiu.

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