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Filho de Schwarzenegger é o menino bonito do momento (e participa no novo filme da Netflix)

Patrick Schwarzenegger é um dos quatro filhos da estrela. O nome e a família ajudaram mas tem procurado fazer o seu percurso.
Ator e modelo tem 27 anos.

Um apelido comprido e meio impronunciável pode não ser a melhor ajuda para começar uma carreira no mundo da fama. Exceto se esse apelido foi Schwarzenegger. Neste caso, o sobrenome até poderia ser uma responsabilidade demasiado pesada para carregar aos ombros. Não é o caso de Patrick.

Aos 27 anos, Patrick Schwarzenegger é mais do que o menino bonito nascido e criado em berço de ouro. O rapaz até poderia ser um daqueles privilegiados que podia optar por uma vida descansada, sem grandes preocupações. Mas não. É super ativo, mete-se em diversos projetos e consegue ao mesmo tempo seguir as pisadas de Arnold Schwarzenegger sem correr o risco de viver na sombra musculada do pai.

O ator é um dos protagonistas de “Moxie”, comédia dramática de Amy Poehler que chegou esta quarta-feira, 3 de março, à Netflix. Antes já se tinha destacado no papel do enganadoramente amigável Daniel, em “Daniel: Amizade Aterradora”. O lado perigoso da personagem foi o que lhe despertou a atenção. “A personagem não poderia ser mais diferente de mim”, destacava o ator na altura da estreia em entrevista à “Variety”.

A paixão de Patrick pelo cinema é antiga e até bastante óbvia: ainda criança, teve oportunidade de marcar presença nas filmagens de alguns dos projetos do pai. Tem boas memórias desse tempo e diz até que uma das coisas que mais lhe custaram foi quando o pai se tornou governador da Califórnia, e “trocou os estúdios da Universal pelo Capitólio”, bem mais aborrecido para um miúdo.

A única experiência negativa foi nas rodagens de “Batman & Robin” e não é por este ser um dos piores filmes de super-heróis de sempre. Foi ao ver o pai, careca, azul e sinistro, no papel de Mr. Freeze. “Acho que fiquei com medo dele”, recorda.

Ainda adolescente, chegou até a ter a oportunidade de entrar em alguns pequenos papéis com o pai, mas disse que não. A sua primeira experiência até chegou cedo, num papel de pouco destaque na comédia de beisebol “Falhados… por um fio”. O pai não fez parte do elenco. Só seis anos mais tarde é que começaria a sua carreira no ecrã. Patrick quis fazer as coisas à sua maneira.

Pela mesma razão, enquanto o pai fez a transição de Mister Universo nos anos 1980 para personagens míticas como Conan ou Exterminador Implacável, Patrick tem dito que não aos papéis em filmes de ação. O que não quer dizer que não tenha aprendido lições do pai.

Aos 15 anos, o jovem já tinha o seu primeiro projeto empreendedor, montado com dois amigos: Project360 era uma linha de roupa eco-friendly, de look casual, em que parte das receitas sempre foi orientada para ações de caridade. A marca ainda existe e tem contado com atenção de figuras conhecidas, como Eva Longoria.

Foi ainda adolescente que Patrick começou uma carreira como modelo que o levou a figurar em campanhas de marcas como a Calvin Klein. Não era, no entanto, na moda que se queria destacar. O próprio chegou a admitir que odiava a área. “Não devia ter dito isso assim”, justificou-se na altura à “Variety”. E lá explicou: “não é a minha paixão. Adoro o mundo da moda, da roupa, a originalidade da coisa. Mas não gosto de estar ali quieto enquanto me tiram fotos, quando comparo isso com a possibilidade de poder interpretar alguém, uma personagem diferente de mim”.

No ano passado, mostrou também ter olho para o negócio ao aventurar-se na abertura do franchise de uma Blaze Pizza, uma cadeia em crescendo nos EUA que aposta em pizzas mais leves e em que as pessoas têm a hipótese de ir montando a própria pizza.

No dia da abertura, com uma fila gigantesca à porta, Patrick explicava à revista “People” que a atenção ao negócio lhe foi incutida desde cedo pelo pai. Com apenas oito anos de idade, o ator já deixava o filho responsável por uma banca num concurso de culturismo. As vendas eram para caridade, o que não quer dizer que não fossem ótimas para as contas.

“Eu vendia um poster de 50 dólares e aprendia: ‘quanto custou o poster a fazer?’, ‘qual é a margem de lucro’?. Sempre tive este lado de empreendedor. O meu pai encorajou-me isso a mim e à minha família desde cedo”, contava.

Patrick é um de três filhos do casamento de Arnold Schwarzenegger com Maria Shriver. Tem ainda um irmão, Joseph Baena, fruto de um caso do pai com a empregada doméstica que levou ao fim do casamento de quase três décadas dos pais (o divórcio foi só em 2017 mas a relação terminara uns anos antes). É também cunhado do ator Chris Pratt.

Pelo lado da mãe, muito antes de o pai ter sido eleito governador, o rapaz já tinha uma sombra política grande. Afinal de contas, é sobrinho-neto dos falecidos Robert F. Kennedy, senador dos EUA, e do 35.º presidente dos EUA, JFK, assassinado em 1963.

Pelo meio, vai mantendo os mais de 1,4 milhões de seguidores atualizados no Instagram. O próprio já admitiu que não é grande fã das redes sociais e que se recusa a ter uma relação profissional com a coisa. Limita-se a partilhar o seu dia a dia e fotos de família. E, sim, está longe de ser a montanha de músculos que era o pai, um tipo que veio de um contexto modesto e que chegou a adaptar máquinas de exercícios para desenvolver músculos que mais ninguém no mundo trabalhava. Mas dá para ver que está em forma.

Patrick tem desde há muito holofotes sobre si e era fácil já se ter metido em apuros que a imprensa cor-de-rosa adoraria revelar. A verdade é que tem conseguido fazer a sua vida sem escândalos. O mais perto disso foi em 2015, quando namorou alguns meses com Miley Cyrus.

A relação terminou não muito tempo após o rapaz ter sido fotografado numa festa no México, mas o casal parece ter terminado sem grandes rancores. Desde 2016 que mantém uma relação com a modelo Abby Champion.

Neste momento é garantido que o vamos ver em mais filmes mas é fácil de adivinhar que as coisas poderão mudar. “Acho que toda a gente muda com o tempo. O meu pai foi do culturismo à representação, dos negócios à política. É bem possível que isso aconteça ao longo da minha vida. Mas, por agora, adoro ser ator. Não acredito nessa ideia de que temos de escolher um caminho e ficarmos presos a ele o resto da vida”, afirmou certa vez.

A política poderá estar no horizonte? “Sim, não digo que não a nada. Posso meter-me em qualquer coisa”. Quando o quiser fazer, a família já tem muita experiência para lhe dar uma ajuda. No entretanto, podemos vê-lo como ator em “Moxie”, já disponível na Netflix.

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