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Ewan McGregor regressa à televisão — e a série está a ser super elogiada

"A Gentleman in Moscow" conta também com a participação de Mary Elizabeth Winstead e de uma jovem atriz portuguesa.
Está a ser um sucesso internacional.

“A Gentleman in Moscow”, a nova série de Ewan McGregor, está a receber inúmeros elogios por parte dos críticos. “É um drama de prestígio”, descreve a “Rolling Stone”. “Às vezes pode ser engraçada, outras profundamente triste e, ocasionalmente, até surpreendente”.

Quem também está rendido é o “The Guardian”, que lhe atribuiu quatro estrelas em cinco. “Funciona porque tem uma grande atuação de McGregor que consegue juntar todas as peças necessárias numa mistura brilhante. O seu Rostov é inebriante quando a personagem está a vencer e comovente quando o ator permite que a grande tristeza deste homem o consuma.”

Após várias semanas de antecipação, a obra chegou finalmente a Portugal esta quinta-feira, 18 de abril. Pode vê-la na plataforma de streaming SkyShowtime. A série é protagonizada pelo escocês que, no currículo, conta com participações em fenómenos como “Star Wars”, “Trainspotting” e “Moulin Rouge”. Desta vez, assume o papel de Conde Alexander Rostov, que no rescaldo da Revolução Russa percebe que o seu passado dourado o coloca no lado errado da história.

“Livrando-se da execução imediata, é condenado por um tribunal soviético a ficar num quarto, no sótão do luxuoso Hotel Metropol, com a ameaça de ser executado se alguma vez sair de lá. À medida que os anos passam, e algumas das décadas mais tumultuosas da história russa se desenrolam do lado de fora das portas do hotel, a clausura de Rostov leva-o a explorar e aprofundar as suas próprias emoções. Enquanto constrói uma nova vida dentro das paredes do hotel, descobre o verdadeiro valor da amizade, da família e do amor”, lê-se na sinopse.

Outro dos nomes do elenco é Mary Elizabeth Winstead, de 39 anos. A química entre ambas as estrelas também foi merecedora de muitos elogios. Uma relação facilmente explicável, já que são casados desde abril de 2022, uma relação publicamente assumida há sete anos. “Ela é uma atriz maravilhosa e tenho muita sorte por já ter trabalhado com ela no passado [em “Birds of Prey” e “Fargo”]. Estamos sempre à procura de novos desafios. Trabalhar com ela é bastante instintivo porque nos conhecemos muito bem”, conta o ator ao “Gold Derby”.

Quem também aparece na série é a atriz portuguesa Inês Pires Tavares, de 23 anos. Esta é o primeiro projeto internacional da jovem que no nosso País já participou em novelas como “Senhora do Mar”, “Sangue Oculto”, “Amor Amor”. Assim que chegou ao set do seu primeiro trabalho internacional, deu por si frente a frente com Ewan McGregor. “Foi um momento muito marcante para mim porque, de repente, estava-lhe a dar um aperto de mão e a dizer ‘Olá. Prazer em conhecê-lo’”, conta.

Na série, a atriz portuguesa encarna Mila Federova, uma jovem atriz aspirante a super estrela. É uma das novas sensações na Rússia e, simultaneamente, torna-se num dos problemas para a personagem de Mary Elizabeth. “Há uma pequena tensão entre elas”, revela.

Não podemos, contudo, descrevê-la como sendo uma das vilãs da produção realizada por Sam Miller e Sarah O’Gorman. “É uma rapariga com muitos sonhos e que quer ter uma carreira de sucesso, mas nunca vai por maus caminhos para chegar onde quer. Vão poder ver que ela é bastante sensível e humilde”, explica.

A oportunidade de trabalhar na série surgiu graças à iniciativa Passaporte, criada por Patrícia Vasconcelos. Todos os anos, cerca de uma dúzia de atores portugueses são escolhidos e passam a ter acesso a vários diretores de casting internacionais. Depois de ter sido aceite há cerca de um ano, Inês entrou em contacto com uma agente internacional e começou a gravar audições para vários projetos.

As realidades entre as gravações em Portugal e nos EUA são completamente diferentes, garante. Lá fora, sentiu que teve mais tempo, até porque as produções são mais morosas. “Move-se tudo a uma velocidade mais lenta, o que também nos permite entregarmos mais de nós.”

Esteve apenas dois dias no set e normalmente começava a trabalhar às sete da manhã e acabava por volta das 17 horas. Embora o seu tempo por lá tenha sido curto, sente que voltou a Portugal completamente diferente.

Durante as pausas, aproveitava para conversar com os restantes atores e com a equipa da série. Conversas e troca de experiências que, afirma, ajudam a “amadurecer profissionalmente”. “É uma indústria muito pensada ao pormenor e tudo é muito bem organizado. Foi uma oportunidade ótima. Os atores e realizadores eram muito acolhedores e simpáticos”, confessa.

Nem tudo foi positivo. “Como tudo correu à velocidade da luz, não tive imensas pausas para poder conviver como queria”, nota, apesar de ter sentido que é possível singrar lá fora. “Não importa o nosso estatuto ou o lugar onde estamos.”

Inês Pires Tavares deixa muitos outros elogios à obra. “A história é muito interessante. É uma série de ficção de época com atores incríveis. Do pouco que pude ver, tem uma direção de fotografia muito bonita”, conclui.

“A Gentleman in Moscow” conta atualmente com uma avaliação de 90 por cento no Rotten Tomatoes por parte dos críticos e 77 por cento do público.

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