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Em março há duas sessões do alucinante espetáculo “Le Cabaret Rock” em Barcarena

Nos dias 2 e 16, o Custom Café, situado nos Nirvana Studios, volta a receber esta performance com uma dose de loucura.
Dinamite em palco. Créditos: Pardal

Um espetáculo “excêntrico”, que “é pura dinamite em palco”, com “doses surpreendentes de loucura, terror, paródia e decadência poética”. É assim que a companhia Custom Circus caracteriza o seu “Le Cabaret Rock”, que terá duas sessões em março, nos Nirvana Studios em Barcarena. 

Em palco encontra uma mistura de cabaret com circo, números com fogo, acrobacias arriscadas, pessoas a voar e muito mais. É um verdadeiro espetáculo de variedades que não deixa ninguém indiferente. Existem até espectadores que assistem mais do que uma vez para conseguirem absorver tudo ao pormenor. A intensidade do espetáculo fará o público sentir que está num universo paralelo, durante a hora e meia de duração.

“Tem uma série de estéticas com que trabalhamos, que passam pelo bizarre chic e o absurdo. É difícil definir e isso para nós é uma vantagem. Na maioria das vezes, quem vem assistir, regressa para ver uma segunda vez, porque é um espetáculo muito enérgico, feito em 360 graus e na maioria das vezes está a decorrer mais do que um polo de ação ao mesmo tempo, o que faz com que o público tenha que estar sempre a olhar de um lado para o outro”, garante à New in Oeiras, Rui Gago, um dos fundadores do Custom Circus, a par com Daniela Sousa e Michel Alex. 

“Le Cabaret Rock” estreou em 2012 e nos dois primeiros anos em cena foi visto por mais de 40 mil espectadores. Para a irreverente companhia, criada para explorar várias artes performativas, foi a certeza de que este imaginário teatral era uma aposta ganha.

A primeira sessão de março acontece já este sábado, dia 2, e a segunda será no dia 16, também sábado. O espetáculo tem início às 22 horas e o valor do bilhete é de 18€.  Pode comprá-lo online.

Como surgiu o Custom Circus?

O Custom Circus surgiu, pela primeira vez em 1988, no imaginário do livro “A Saga da Roda”, de Michel Alex, sendo posteriormente transportado para o mundo real pelo trio de artistas, com uma estrutura teatral vintage, que se especializou em eventos alternativos e shows multimédia. O nome Custom Circus deriva da sua génese nómada, que os guiou (e aos 30 camiões de equipamento) ao longo de uma década, por diversos palcos espalhados pelo mundo.

Porém, em 2003, os fundadores sentiram a necessidade de procurar um espaço para fixar a equipa e a estrutura, onde fosse possível a apresentação de espetáculos residentes, albergando também outros projetos da companhia. Compraram um terreno de três hectares, em Barcarena, e decidiram reformar-se do estilo nómada. Assim nasceram os Nirvana Studios, um centro cultural alternativo.

“O espaço, curiosamente, pertencia à Fábrica Braço de Prata. Hoje, temos 70 salas de ensaio, a nossa sala de espetáculos e agora a Custom Ville [espaço preparado para receber residências artísticas]. Foi tudo construído por nós”, explica Rui Gago à New in Oeiras.

O recinto segue uma linha de influências que, de acordo com o fundador, vai desde o imaginário de Júlio Verne até ao pós-apocalíptico de filmes como “Mad Max”. Um dos destaques, por exemplo, é um elétrico antigo de Lisboa que funciona como bilheteira para os espetáculos dos Custom Circus.

As performances realizam-se, até hoje, no Custom Café, uma “insólita sala de espetáculos”, como refere a companhia, inaugurada em 2012, por onde já passaram milhares de espectadores. Um dos espetáculos residentes do Custom Café é, precisamente, o “Le Cabaret Rock”, que estreou em 2012 e tem vindo a ser um sucesso ao longo dos anos. “Extravagante e sem fronteiras, este show multipolar nunca se apresenta de forma igual. Cada noite é única”, garante a companhia. Num imaginário teatral que vai fazê-lo sentir-se noutro universo, deixe-se envolver por este espetáculo alucinante. 

Leia o artigo sobre os 20 anos dos Nirvana Studios, celebrados em 2023. Carregue na galeria para ver imagens do espaço espetáculo “Le Cabret Rock” e do espaço. 

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