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“Culto, lutador, inquieto, encantador e maior do que a própria vida. O Rei morreu”

Assim que foi conhecida a morte do fadista, as redes sociais explodiram com homenagens de artistas e amigos de Carlos do Carmo.
O fadista morreu esta sexta-feira, dia 1.

A notícia caiu como uma bomba no primeiro dia de 2021: morreu Carlos do Carmo, um dos mais conceituados fadistas da nossa história, com lugar reservado ao lado de Amália Rodrigues na lista dos grandes nomes do fado. O fadista, de 81 anos, faleceu no hospital de Santa Maria, vítima de um aneurisma.

Poucos minutos depois de a sua morte ter sido anunciada, as redes sociais começaram a encher-se com reações e homenagens por parte de vários amigos, colegas e artistas. Carminho, Gisela João, Herman José ou Manuel Luís Goucha foram algumas das personalidades que fizeram questão de partilhar a sua dor e homenagear o amigo Carlos.

“Querido Carlos! Que notícia tão triste para o mundo e para mim…”, escreveu Carminho na sua conta de Instagram, sublinhando que o que Carlos do Carmo “deixa ao País é de valor indiscritível”. “Este é um primeiro dia que vai deixar muita saudade”, lamenta a fadista.

Também Gisela João publicou nas suas redes sociais uma fotografia do fadista, legendada apenas com um coração negro. 

Já Herman José mostrou-se chocado: “Recuso-me a evocar o Carlos com tristeza. O meu desgosto é largamente mitigado pela memória de um amigo luminoso, presente, o mesmo que sempre me abraçou, apoiou e defendeu.”, escreveu na sua conta de Instagram. O humorista e apresentador fez ainda questão de sublinhar o legado que deixa Carlos do Carmo. “Grato, culto, lutador, inquieto, encantador e sobretudo maior do que a própria vida. O Rei morreu, viva o Rei.”.

Também Manuel Luís Goucha publicou uma fotografia do fadista. Na legenda, escreveu: Carlos do Carmo. O Charmoso. Senhor do Fado e de Lisboa.”.

Já Diogo Infante mostrou-se incrédulo com a notícia, referindo que “Carlos do Carmo deixou-nos hoje, assim, sem aviso e a abrir o novo ano”. “Fica a sua música, a sua voz e um contributo inestimável para o reconhecimento do Fado como património imaterial da Humanidade”, recordou.

Em declarações em direto na TSF, Marcelo Rebelo de Sousa fala de “uma perda nacional”. “Associávamos Carlos do Carmo à ideia de eternidade. Sabemos que as pessoas não são eternas mas ele resistiu a tanto em termos de saúde e com a sua juventude de espírito, com a sua capacidade de se recriar. Continuava a fazer-nos acreditar que ia durar infinitamente”, sublinha o Presidente da República.

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