Uma das formas artísticas expressivas da Europa nasceu no século XVI, em Itália. A ópera é uma arte que combina o canto com o teatro e, por vezes, também a dança. Já os seus enredos são, na maioria das vezes, trágicos, apesar de também existirem obras de caráter cómico, mitológico ou histórico.
No nosso País, a Ópera é celebrada com um festival que já vai na sua sexta edição. O Operafest arranca em Agosto e o concelho de Oeiras foi, pela segunda vez consecutiva, escolhido como palco para a realização de quatro espetáculos.
No ano passado, o festival decorreu nos Jardins do Marquês de Pombal, mas este ano a novidade é a nova localização. O Convento da Cartuxa, em Caxias, vai ser o novo palco do evento que acontece durante quatro noites.
Entre os dias 7, 8, 9 e 10 de agosto, o evento tem morada em Oeiras, seguindo depois para a Grande Lisboa, percorrendo várias salas da capital até 16 de setembro. Nos últimos anos, o Operafest tem vindo a afirmar-se como um importante festival de ópera a nível europeu e uma montra de talento nacional, cruzando tradição e vanguarda.
O objetivo é tornar a ópera mais próxima do público de hoje. “Explorando a matéria operática de forma abrangente, e apostando na renovação a todos os níveis, propõe uma programação de verão diversificada, ao encontro de todos os públicos”, acrescenta a organização.
“Amores proibidos”, o tema deste ano, vai abordar a tragédia na maioria das suas peças. “Assombrados pela doença e morte, pela classe social, pelo dever e pela traição, originando as óperas mais extraordinárias”. O evento vai contar com apresentações de grandes clássicos, algumas estreias e ainda workshops e palestras. Em Caxias, vão ser apresentados dois espetáculos.
Nos dias 7, 9 e 10 de agosto, o espetáculo será “La Traviata”, de Verdi. Também conhecida como “A desencaminhada”, a obra parte da novela “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas, e retrata o amor proibido da cortesã Violetta por Alfreddo, acabando por expiá-lo com a própria morte. “A tragédia de um amor que as amarras sociais e a doença fazem cair, com a música mais sublime. Nunca antes Verdi entrara na esfera tão íntima dos personagens”, pode ler-se na sinopse do concerto.
O espetáculo conta com a encenação de David Pereira Bastos, um elenco com oito atores, coro e orquestra. Com início marcado para as 21 horas, a peça conta com duração de duas horas e 20 minutos, está dividida em três atos, com intervalo. Os bilhetes têm um custo de 35€ e podem ser adquiridos online.
A 8 de agosto, quem passar pelo Convento da Cartuxa poderá assistir à “Rave operática”. Neste dia, o objetivo é celebrar o mundo da ópera e da pop, com as atuações de três grupos diferentes.
Numa primeira fase sobem ao palco os Tó Trips & Fake Latinos, com a apresentação do álbum “Dissidente”. A banda portuguesa é conhecida pelo ritmos alternativos e muitas guitarras. De seguida, sobem ao palco os “Bateu Matou”, um grupo formado por Ivo Costa, Quim Albergaria e Riot, que mistura tambores e eletrónica. A banda já lançou quatro álbuns, sendo “Batedeira” (2024) o mais recente.
Para finalizar o espetáculo, o Dj Marfox junta-se às bandas e sobe ao palco de Caxias para encerrar a noite, que vai revisitar temas de óperas como “La Traviata”, ” Dido e Eneias” e “Flauta Mágica” de Mozart”. O concerto conta com a participação de cantores de ópera e tem uma duração de cinco horas. Com início marcado para as 22 horas, os bilhetes custam 25€ e podem ser adquiridos online.
Para a organização, o antigo Convento da Cartuxa, na Quinta de Laveiras, em Caxias, é o ambiente perfeito para dar início ao festival. Fundado no século XVII, o convento é, a par com o de Évora, um dos dois únicos conventos cartuxos portugueses. Encontra-se na posse do Município de Oeiras desde 2021 e faz parte do plano de recuperação dos Jardins da Quinta Real de Caxias.
Carregue na galeria para ver as fotografias da edição anterior, realizada nos Jardins do Marquês de Pombal.







