Bacalhau e pastel de nata fazem parte do dia a dia de Anitta sempre que vem a Portugal. Quando não está em cima do palco, é provável encontrá-la a passear por alguns dos bairros mais emblemáticos de Lisboa. “Gosto de caminhar por Alfama, pelo Chiado, de entrar em lugares sem itinerário”, conta a artista à NiT.
Parece que o roteiro vai repetir-se em julho, quando regressa ao País para um concerto em nome próprio no Passeio Marítimo de Algés, concelho de Oeiras, no dia 18. Pela primeira vez, a cantora de 33 anos vai trazer ao público português a digressão “Ensaios da Anitta”, que é um sucesso no Brasil.
O recinto, junto ao Tejo, oferece o cenário perfeito para instalar um palco de 360 graus, característica distintiva do espetáculo. A configuração circular permite uma ligação mais próxima com o público e transforma o concerto numa experiência imersiva, centrada na interação e na energia dos fãs.
“Os Ensaios da Anitta – Cosmos” combinam música, performance e conceito visual e celebram a diversidade artística que tem marcado a sua carreira. Após o enorme sucesso no Brasil, o espetáculo desembarca agora em Portugal, naquela que será a sua estreia europeia. Não pense, contudo, que o formato vai ser uma réplica do que acontece do outro lado do Atlântico. Afinal, os públicos são completamente diferentes. “Tem músicas que no Brasil passam mais despercebidas e em Portugal as pessoas cantam do início ao fim. Isso orienta-me”, acrescenta.
Além de êxitos como “Envolver”, “Vai Malandra” e “Bang”, o alinhamento deve contar com faixas do álbum “Equilibrivm”, lançado a 17 de abril. Neste projeto, a cantora navega por géneros como o funk, pop, bossa nova, música popular brasileira, e mais.
Os bilhetes ainda podem ser adquiridos online e nos locais habituais, embora estejam prestes a esgotar. As entradas custam entre 67,38€ e 168,45€.
A três meses do espetáculo, a NiT falou com Anitta sobre o que o público pode esperar.
A Anitta já atuou em vários festivais portugueses. Desta vez, vem com um espetáculo em nome próprio. Quais são as grandes diferenças entre os dois concertos em termos de preparação, equipa e cenário?
É praticamente outro universo. Num festival, você tem um slot, uma estrutura que não é sua, um público que não foi necessariamente só para te ver. Precisamos convencê-lo em pouco tempo. Nos Ensaios, eu tenho o controlo total. A produção é minha, o cenário é pensado exclusivamente para esse show, a equipa viajou comigo do Brasil, o tempo de palco é outro. A preparação levou meses. É uma operação muito maior do que qualquer festival.
Como descreve o espetáculo e o que podemos esperar?
É um show de verdade, com começo, meio e fim pensados como uma narrativa. Nasceu como um show pré-carnavalesco onde eu testava as minhas setlists para Carnaval, todas as músicas adaptadas ao ritmo carnavalesco, tudo ao vivo. Foi crescendo, foi-se tornando um festival que percorre as capitais brasileiras e leva multidões. Hoje tem identidade própria, tem tema, tem toda uma experiência visual construída em torno desse tema. Não é uma sequência de hits postos uns atrás dos outros. É uma jornada.
O concerto vai ser diferente do que é no Brasil? Costuma adaptar os concertos pelos locais onde passa de acordo com o público?
Adapto sempre alguma coisa. Seria desonesto chegar com um show enlatado e fingir que é igual em todos os lugares.
O que é que o público português mais pede?
O público português tem as suas músicas favoritas, tem os seus momentos favoritos, e eu tenho isso em conta. Tem músicas que no Brasil passam mais despercebidas e em Portugal as pessoas cantam do início ao fim. Isso orienta-me. A setlist tem uma estrutura fixa, mas tem espaço para respirar e para responder ao que a plateia pede.
Quando está em Portugal, que locais é que gosta de visitar? E o que costuma comer?
Sou apaixonada por andar por Lisboa a pé. Gosto de caminhar por Alfama, pelo Chiado, de entrar em lugares sem itinerário. E a comida então… o bacalhau conquistou-me desde a primeira vez. Pastel de nata é obrigatório, todos os dias, sem culpa. Portugal sabe comer bem e isso é uma coisa que respeito muito.
De todas as vezes que já veio a Portugal, quais são as melhores memórias que tem do País?
As melhores memórias são sempre as que acontecem fora do palco. Uma conversa no backstage com alguém da equipe local, um jantar improvisado depois do show, um fã que me pára na rua e me conta o que minha música significou pra ele. O show é lindo, mas são esses momentos que eu levo na memória de verdade.
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