cultura

A história do beijo polémico entre Brad Pitt e Margot Robbie no novo filme “Babylon”

É do realizador de “La La Land” e estreia agora nos cinemas portugueses. Centra-se nas festas loucas de Hollywood dos anos 20.
O filme estreia a 19 de janeiro.

É a grande estreia da semana nos cinemas portugueses. “Babylon” chega às salas nacionais esta quinta-feira, 19 de janeiro, e é um dos filmes em competição nesta temporada de prémios. Venceu o Globo de Ouro de Melhor Banda Sonora Original, mas esteve nomeado em quatro outras categorias, inclusive a de Melhor Filme Cómico ou Musical. Provavelmente irá também entrar na corrida aos Óscares.

É o novo projeto de Damien Chazelle, aclamado cineasta que dirigiu “La La Land – Melodia de Amor” e “Whiplash – Nos Limites”. A narrativa acompanha uma série de personagens excêntricas na Hollywood boémia dos anos 20, quando havia uma enorme experimentação na área do cinema — e uma sensação de liberdade nas grandiosas festas que ocupavam as mansões.

No elenco de “Babylon” estão nomes como Brad Pitt, Margot Robbie, Olivia Wilde, Diego Calva, Troy Metcalf, Li Jun Li, Eric Roberts, Phoebe Tonkin ou o baixista dos Red Hot Chili Peppers, o carismático Flea, que também tem feito algumas participações enquanto ator.

Um dos episódios mais discutidos nas últimas semanas sobre o filme, referido em diversas entrevistas de promoção e em alguns eventos especiais de estreia, foi obeijo entre Margot Robbie e Brad Pitt que se tornou algo controverso.

Foi a própria Margot Robbie quem começou por abordar o assunto, em declarações à “E! News”, quando a apresentadora sublinhou que a cena do filme em que a atriz e Brad Pitt se beijam, ia fazer com que este se tornasse num “beijo icónico”. 

“Não estava no guião”, explicou Margot Robbie. “Mas pensei: quando é que vou ter a oportunidade de beijar o Brad Pitt? Vou simplesmente fazê-lo”, disse. No filme, Margot Robbie interpreta uma aspirante a atriz, Nellie, que tenta seguir o seu sonho com a ajuda de outro jovem ator, Manny Torres (Diego Calva); e de um ator veterano, Jack Conrad (Brad Pitt).

Para conseguir o beijo que desejava, Margot Robbie convenceu o realizador e argumentista, Damien Chazelle, a gravar a cena já prevista, mas incluindo o beijo. “Eu disse: ‘Damien, acho que a Nellie simplesmente iria beijar o Jack’. E o Damien disse algo como ‘Bem, ela podia — calma, espera aí. Tu só queres beijar o Brad Pitt’. E eu: ‘Ah, então processa-me. Posso nunca mais ter esta oportunidade’. E o Damien disse: ‘Bem, funciona para a personagem’. E eu: ‘Acho que sim’.”

Damien Chazelle convenceu-se, entãom que era uma cena importante e acabaram por gravar várias vezes o beijo. “Ele disse algo do género: ‘Não, fá-lo outra vez. Isto funciona mesmo’. E eu: ‘Ah, ótimo’”, brincou Margot Robbie, cuja personagem também beijou, de forma impulsiva e espontânea, a personagem de Katherine Waterston — embora Robbie não tenha confirmado se essa cena aparece na versão final do filme.

Margot Robbie e Brad Pitt já tinham partilhado dois filmes, “A Queda de Wall Street” e “Era Uma Vez em… Hollywood”, mas nunca tinham contracenado. Depois destas declarações, muitos utilizadores criticaram duramente a postura de Margot Robbie nas redes sociais. Muitos disseram que, se fosse ao contrário, um homem a insistir para beijar uma mulher, que a indignação teria outra expressão e viria de muito mais pessoas. Várias falaram mesmo em “assédio”.

Outra questão teve a ver com o facto de Brad Pitt ter sido acusado pela ex-mulher, Angelina Jolie, de ter sido agressivo consigo e com os filhos de ambos. Muitos questionaram porque raio quereria Margot Robbie beijar um homem com esse historial.

Margot Robbie acabou por falar novamente sobre o tema, desta vez em declarações à “Entertainment Tonight”. “Todos estabelecemos os nossos limites antes de começarmos este trabalho, porque é um filme que realmente nos leva a expandir os nossos limites de muitas formas. Está tudo bem”, afirmou.

Brad Pitt reagiu em conversa com o “Access Hollywood”, defendendo a sua colega e usando uma argumentação idêntica. “Disse: ‘quando é que vou ter a minha oportunidade?’ Por isso, sim, vamos fazer isto.” Além disso, explicou que “existe sempre espaço para a interpretação de personagens” e para alguns momentos mais improvisados. “Acreditem em mim, isto foi a coisa mais mansa que fez. Ela está em alta neste filme. É o melhor que já a vi fazer.”

Carregue na galeria para conhecer outros filmes que vão estrear em breve.

MAIS HISTÓRIAS DE OEIRAS

AGENDA