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O primeiro Festival Internacional de Ciência feito em Portugal vai ser em Oeiras

A NiO falou com Rúben Oliveira, um dos organizadores do evento, que decorre de 12 a 17 de outubro.
Visite o recinto repleto de ciência.

O FIC.A é o novo Festival Internacional de Ciência que se vai assumir, pela primeira vez, como um verdadeiro exemplo nacional (e mundial) da celebração gratuita da ciência e do conhecimento com a sociedade. A programação estende-se por seis dias, de 12 a 17 de outubro, no Palácio e Jardins do Marquês de Pombal, em Oeiras.

Para perceber a escolha do concelho como cenário para a primeira edição, a NiO conversa com Rúben Oliveira, diretor científico e um dos responsáveis pela realização do evento. O processo para se chegar a esta primeira edição durou cerca de dez anos.

Tudo começou quando o concurso de ciência chamado “FameLab”, promovido pelo British Council, chegou a Portugal. Foi a partir deste sucesso que a equipa de organização do FIC.A, a Senciência, achou que fazia todo o sentido trazer um festival de ciência para o nosso País. Quando chegou a altura de decidir qual seria o spot perfeito para instalar o recinto, o município de Oeiras foi a escolha mais lógica. 

“O concelho de Oeiras, recentemente, lançou a agenda de ciência e tecnologia. É o único município que conheço com uma agenda inteiramente ligada à promoção da ciência e tecnologia. Oeiras distingue-se dos outros municípios por ter um ecossistema científico muito rico. Existem poucos municípios que têm um ecossistema científico e tecnológico tão concentrado e, este é não só concentrado, como também está muito bem interligado”, explicou Rúben Oliveira à New in Oeiras. 

Este evento, que conta com uma programação com mais de 1000 atividades, vai realizar-se nos jardins do Palácio do Marquês de Pombal devido ao imaginário dos festivais de ciência do Reino Unido, também eles feitos, por diversas vezes, em espaços históricos.

“É a magia muito própria do palácio que o torna a opção adequada para realizar o festival. Além disso, é um dos pontos centrais do município, está perto da estação de comboios e do centro histórico e tem uma arquitetura que pedia mesmo que fosse aqui” , admite o organizador do festival. 

Em conversa com Rúben, perguntámos qual era a importância de um festival destas dimensões ter um forte “ADN português”, como é caracterizado no próprio site do evento. “Se o nosso objetivo é celebrar a ciência, temos de começar a celebrá-la com quem a constrói ao nosso redor e a ciência feita em Portugal é fantástica. Se estamos a construir um festival internacional, então que o ponto de partida seja o que se faz cá”, explicou o organizador.

Recorde-se que o FIC.A tem entrada gratuita, mas precisa de reservar bilhete para garantir a entrada no recinto. No recinto vão estar representados cerca de 25 países, sendo que a programação conta com mais de 200 oradores, autores e artistas. O festival vai ter ainda música, cinema, exposições, experiências gastronómicas, uma área dedicada ao desporto e muito mais. 

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